Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O medo em cada fase da infância





O medo faz parte da vida. A forma como lidamos com ele é que são elas. Então, como ajudar a criança a enfrentar seus medos, desde os primeiros anos de vida?
A ideia com este post é dar subsídios para que você possa ajudar os pais a entenderem melhor os medos infantis, sabendo que eles são importantes para o desenvolvimento de seus filhos. Aliás, na dose certa, o medo é nosso aliado para a vida toda, porque nos alerta de algum risco que estamos correndo. Na infância, esse sentimento é uma resposta emocional frente a uma situação inédita e a capacidade de dominá-la.
A criança diz para o adulto que está com medo do monstro. O adulto sabe que monstros não existem, mas a criança não, porque ela ainda mistura realidade e imaginação. Dizer a ela que monstros não existem não irá acalmar o seu temor. Nesse momento, o importante é acolher e mostrar que ela está protegida e em segurança.
Outro comportamento que não agrega é menosprezar ou ridicularizar o medo, dizendo à criança que o que ela sente é bobagem, que ela é covarde ou algo do tipo. O sentimento dela é legítimo e precisa ser acatado.
Os medos infantis são mais intensos entre quatro e seis anos e começam diminuir aos sete, quando a criança tem mais subsídios para entender acontecimentos e situações.
Esse medo tende a aumentar diante do novo, como a mudança de casa, de escola, separação dos pais, morte de um familiar, ou quando a criança fica muito exposta a informações perturbadoras como guerras e sequestros.
No quadro a seguir, um resumo dos medos prováveis em cada fase da Primeira Infância (período da gestação aos seis anos):
Até os 6 meses – medo de ruídos fortes ou gerado pela sensação da perda de segurança.
7 aos 11 meses – a criança começa a distinguir rostos familiares. Pessoas estranhas tendem a assustá-la. Pode também ter medo de altura.
1 ano – medo de ficar longe dos pais, temendo que desapareçam. Esse medo começa nessa fase e se intensifica nos próximos três anos.
2 anos – a criança começa a entender a relação causa-efeito e experimenta sua falta de controle sobre o mundo, temendo barulhos altos como trovões, trens, aspiradores, além de médico, objetos grandes e criaturas imaginárias.
3-4 anos – a imaginação é muito fértil, por isso tem muito medo, especialmente de máscaras ou rosto coberto (palhaço, pessoas fantasiadas), escuro, monstros, insetos e de ficar sozinho.
5 anos – os medos são mais concretos: se machucar, trovão, ladrão, medo de cachorro e de se perder dos pais.
6-7 anos – nesse estágio do desenvolvimento seu senso de realidade é mais claro, porém ainda possui uma imaginação criativa, com medo de bruxas, fantasmas, tempestades, de dormir sozinho ou que algo ruim aconteça aos seus pais.


Fonte: http://desenvolvimento-infantil.blog.br/o-medo-em-cada-fase-da-infancia/

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Animal de Estimação: Benefícios



Os Animais de estimação estão presente na vida dos seres humanos desde quase do início da humanidade, usados como companhia ou recentemente como uso terapêutico. Mas os Animais trazem realmente benefícios ao ser humano?
Enquanto criança, ao possuir um animal de estimação vai contribuir para o seu desenvolvimento, visto que a criança ao interagir com um animal de estimação, a criança não interage com total poder, como o que acontece com os objetos inanimados. O animal reage a tudo o que a criança faz e ao mesmo tempo provoca reações na criança, por isso é, possuir um animal é uma forma de estimulação de excelência.
Ao possuir um animal de estimação, está a estimular a autonomia e responsabilidade, visto que qualquer animal de estimação necessita tratamentos específicos e cuidados, tais como a higiene e alimentação. Além de desenvolver o vínculo afetivo, possuir um animal estimula a inteligência emocional, visto que possuir um animal de estimulação irá contribuir para a criança lidar melhor com sentimentos de frustração, alegria, tristeza e até a morte.
O animal de estimação prepara a criança para relações futuras com amigos e colegas, bem como prepara melhor as crianças, para compreender, gerir e aceitar melhor os sentimentos e emoções, tanto dos outros como de si próprio.
A criança que tem um animal de estimação, é menos ansiosa, mais afetiva, mais generosa e solidária, compreende melhor os acontecimentos, é mais observadora e crítica, sensibiliza-se mais com as situações e as pessoas. Apresenta mais auto-estima, responsabilidade, autonomia, preocupando-se mais com os problemas sociais e a natureza. Faz amigos com mais facilidade, é mais sociável, sincera e justa. Irá desenvolver a personalidade de forma mais equilibrada e saudável, tendo mais facilidade em lidar com a frustração e é menos egocêntrica.
Aos adultos e idosos, possuir um animal de estimação pode mesmo afastar o sofrimento, físico e psicológico, diminuindo a tristeza e o medo, tendo um efeito reparador e renovador. Os animais de estimação diminuem o sentimento de solidão e/ou de isolamento, e fazem com que as pessoas sorriam com mais frequência.
Possuir um animal de estimação favorece a comunicação entre membros da família.
Existem estudos de pacientes com varias doenças, perturbações e transtornos mentais em que a convivência com animais de estimação, produz benefícios a vários níveis. Aos pacientes com Autismo os animais de estimação promovem a estabilidade, promovendo a comunicação. Estudos indicam que a hipoterapia (terapia com cavalos), trás benefícios psicomotores aos doentes de tricemia XXI e pacientes com outras deficiências neuropsicomotoras. Animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (surdos e/ou cegos), dificuldades de coordenação motora, atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais entre outros problemas. Estudos indicam que os cães conseguem prever as convulsões em outros animais ou mesmo pessoas com epilepsia.
Ter um animal de estimação por perto é uma aprendizagem que os especialistas dão o nome de educação humanitária. Fazendo com que se preocupem não apenas consigo, não apenas com o ser humano, mas ou outras espécies e com o planeta.
E você, tem um animal de estimação? É importante para si?
Por: Psicologia Free

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Por quê as crianças quebram brinquedos?

Quebrando os brinquedos

Pelo menos um brinquedo na vida todo mundo já quebrou em sua passagem pela infância. O quebrar é uma conseqüência do brincar e acidentes acontecem. Falta ainda à criança a percepção da força que tem e refinamento aos seus movimentos para que não deixe o brinquedo cair constantemente.
É através da exploração do brinquedo que a criança descobre e entende o mundo. Portanto, incentive seu filho a montar e desmontar, ajudando na remontagem para a criança ter o seu brinquedo de volta. Nessa fase, o melhor é comprar brinquedos que possam ser desmontados e montados novamente.
A criança passa por uma fase da infância, entre os dois e sete anos, em que é muito curiosa e quer saber como o mundo funciona e isso inclui o seu brinquedo. Ela desmonta o brinquedo por curiosidade e, por muitas vezes, pode quebrar ou não saber montá-lo novamente.
A exploração do brinquedo estimula as habilidades manuais do seu filho, coordenação motora e raciocínio, fazendo com que ele quebre cada vez menos os seus brinquedos.
E quando o boneco serve para chamar atenção? Chamar a atenção dos pais, provocá-los ou mostrar o que conseguem fazer podem ser outras razões das crianças quebrarem os brinquedos. Essa demonstração de insatisfação pode ser um pedido de mais tempo e carinho que a criança quer dos pais.
Nessa hora não adianta gritos e castigos para que a criança não quebre mais brinquedos. O melhor é entender o que a criança quer dizer com essa atitude. Mude a rotina, dedique mais tempo ou melhore a qualidade do tempo que fica com seu filho e nada mais perfeito que uma boa conversa.
Os pequenos que ainda não conseguem expressar seus sentimentos através da fala podem quebrar os brinquedos para relatar uma raiva ou algo que o incomoda. Daí sobra para os ingênuos brinquedos. Isso faz parte do desenvolvimento e se acontecer, acolha a criança com calma, pegue-a no colo e explique que sentir raiva é normal e todos sentem, mas não é quebrando os brinquedos que os problemas vão se resolver.
Procure entender o porquê do sentimento de raiva do seu filho, se é algo em casa ou na escola que não anda bem, tente ajudá-lo e fique atenta às atitudes do seu filhote.
Não entre na armadilha do pequeno- Uma atitude dos pais que é prejudicial para o desenvolvimento da criança é ameaçar e não cumprir. Se a criança, por exemplo, quebra um brinquedo e os pais dizem que não irão comprar outro e depois cedem às exigências do filho, os pequenos são espertos e usarão isso como “tática”. Sabem que os pais ameaçam e não cumprem.
Essa atitude fará com que a criança cresça sem a percepção do valor do seu brinquedo, desprezando o que tem e não criando senso de responsabilidades. Mais tarde terão dificuldades em lidar com suas frustrações.
O brinquedo é muito importante para o desenvolvimento da criança. Deixe seu filho explorar o seu espaço crescendo com o senso de responsabilidade e sabendo lidar com os sentimentos.
Dicas
  • Se a criança está na fase de destruir, não compre brinquedos caros. Um mais barato que possa explorar o deixará mais feliz. Que tal comprar brinquedos de peças?
  • Se ameaçar a criança de lhe tirar o brinquedo ou de não comprar outro, cumpra.
  • Investigue as causas da destruição dos brinquedos, uma atenção maior para a criança poderá resolver o problema.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Sobre a mentira nas crianças

Entrevista à revista HAPPY WOMANJornalista Mafalda Galambas
1.É muito frequente as crianças mentirem?
Nelson S. Lima: Podemos acreditar que sim. Mentem. Tal como mentem os adultos. A mentira pode ser entendida como uma táctica ou como uma estratégia. Como táctica faz parte do "jogo social" e a mentira aparece inserida em imprecisões, omissões, alterações nos conteúdos da comunicação e ocultação. Como estratégia é algo mais elaborado, intencional e visa o médio e o longo prazo. Esta é mais própria dos adultos e nem sempre é isenta de riscos para ambas as partes (quem mente e quem é vítima da mentira).
2.Trata-se de um comportamento mais comum em que idades?
A mentira nas crianças é mais uma táctica usada como um jogo defensivo dos seus interesses, seja por medo, vergonha ou simplesmente aplicação do logro. Aparece por volta dos 4-5 anos de idade. O logro é comum em muitos outros animais e parece pois ser instintivo e ligado à sobrevivência. Nos humanos pode atingir proporções perigosas.

3.Acontece, geralmente, numa altura em que as crianças já são capazes de distinguir a diferença entre Verdade e Mentira?

Sim, quando já têm perfeita consciência de si mesmas e do que as separa dos outros, incluindo os interesses próprios e os alheios. A criança percebe que a mentira pode protegê-la de castigos, de chamadas de atenção incómodas. A mentira é inicialmente uma táctica de ocultação e só depois evolui para níveis mais elaborados e criativos.
4.A mentira é, habitualmente, utilizada com que intuito?
Defensivo. Mas também pode surgir como forma de ludibriar os outros para atingir benefícios. Desenvolve-se nas brincadeiras entre as crianças onde a mentira nasce muitas vezes do "faz de conta" e da fantasia. Veja-se que as vestes carnavalescas não deixam de ser, na sua essência, uma forma de enganar os outros por puro divertimento. É um patamar anterior à mentira: o logro, o ardil.
5.Quais as principais razões? (Chamar a atenção? Receio de alguma consequência de algo que tenha cometido? Medo dos pais? Necessidade de transmitir uma imagem melhor?...)
De tudo um pouco conforme as situações e as circunstâncias mas sempre dependente da personalidade, da educação, do carácter da criança. O medo pode levar uma criança a refugiar-se em qualquer forma de mentira pois sente-se protegida. Mas a criança também pode fantasiar (mentindo) para chamar atenção e obter benefícios afectivos.

6.O facto de a criança recorrer a mentiras pode reflectir um comportamento que lhes é “familiar”? (Podem fazê-lo por imitação?)

Se ela viver num clima onde a mentira é de uso corrente ela aprende por pura imitação. E torna-se mentirosa. As consequências podem ser desastrosas na adolescência e na vida adulta.

7.A criança tem sempre consciência do que está a fazer? Ou, a mentira pode inocentemente ser fruto da sua imaginação?

Tem consciência mas nem sempre percebe o problema sob o ponto de vista da ética e da moral. Inicialmente, ela pode mentir apenas porque está a fantasiar. Afinal, o mundo mente-lhe. Veja uma mentira: o sol não anda à volta da Terra. A verdade está oculta por fenómenos físicos e astronómicos que ludibriam o nosso cérebro. Repare também nesta situação corrente: quando a criança tem medo do escuro ela imagina "papões" que não existem. Então algo está a mentir-lhe. Mas é ela que cria a própria mentira que é ver "monstros" onde eles não existem.
8.Quem são as maiores vítimas das suas mentiras? Os pais? Os amigos e professores?
A primeira vítima é o mentiroso pois enganando os outros está a entrar em "conflicto" consigo mesmo pois ele sabe a verdade e procura alterá-la, fazendo-o viver em contradição. E isso pode ser bastante incómodo. É essa incomodidade que muitas vezes vai fazê-lo revelar a verdade involuntariamente. Os processos cerebrais da informação são postos em choque com a verdade. O conflito torna-se neurológico e mental. Por isso, viver na mentira é desgastante, física e psicologicamente.

9.Também acontece serem os próprios pais a incitar a criança a mentir?

Sem dúvida. Isso acontece quando os pais vivem num ambiente de mentiras, ocultações e contradições. As crianças percebem desde cedo que em tudo há mentiras. Quando ouvem a mãe ou o pai mandarem dizer que "não estão" para, por exemplo, não terem de atender alguém inoportuno. Basta esse tipo de jogos para elas descobrirem que a mentira faz parte das tácticas sociais de sobrevivência e de oportunismo.
10.Este tipo de comportamento por parte das crianças acontece com maior frequência quando têm pais repressivos?
Quando os pais são autoritários e repressivos as crianças sentem-se impelidas a mentir para se defenderem de castigos. É uma das consequências nefastas do excesso de autoridade e da falta de diálogo e de abertura. Acredito que os pais autoritários são tendencialmente os mais mentirosos.

11.Pode ser um ciclo vicioso?

Torna-se num ciclo vicioso. Mente-se para sobreviver; sobrevive-se melhor mentindo sempre que seja necessário. É o raciocínio lógico de um comportamento automático.

12.Os vários tipos de mentira podem ser classificados? (Ou uma mentira é sempre uma mentira não havendo qualquer tipo de justificação para o facto?)

Há, pelo menos, cinco tipos de mentira e vários graus. Uma é a mentira fruto da fantasia infantil. Outra é o logro (o jogo de ludibriar) para obter benefícios imediatos. Outra é a mentira que se torna crime (fraude, etc.) e que obedece, por vezes, a uma pormenorizada planificação (mais própria dos adultos e do crime organizado). Há também a mentira política que faz parte do marketing eleitoral e do jogo da persuasão e, finalmente, a mentira comercial que tantas vezes usa a publicidade como veículo de arremesso.
13.Como devem os pais ou educadores da criança reagir ao “apanharem-na” a mentir?
É uma boa oportunidade não para lições de moral mas para todos os intervenientes pensarem porque a mentira aconteceu.
14.Devem os pais falar com os filhos abertamente sobre os aspectos negativos da mentira?
Sim, desde que tenham autoridade moral para o fazer. Se as crianças "apanham" mentiras aos próprios pais como podem eles reclamar e dar lições sobre os malefícios da mentira?
15.Tem alguma sugestão que os pais possam colocar em prática e que sirva de incentivo aos filhos a habituarem-se a dizer sempre a verdade?
Para começar, os pais devem apostar no exercício da honestidade e da franqueza. Sem medo. As crianças aprendem por imitação. Assim, se os pais forem pessoas honestas e francas não precisam preocupar-se com o problema. Mas, muitas vezes, os filhos aprendem com os outros a mentir descaradamente. Aí, os pais honestos estarão à vontade para escolherem a forma mais adequada para desincentivarem a mentira como recurso.
16.Como devem os pais fazer valer a opinião de que mentir não é solução? Como fazer as crianças perceber o erro?
Os pais podem contar histórias ou relatar casos da vida em que a mentira resultou em problemas. Nos casos reais encontram-se os melhores exemplos para as lições sobre a arte de viver.
17.Este tipo de comportamento já reflecte alguns traços de personalidade da criança que venham a ser determinantes enquanto adulto?
Sem dúvida. Há muitos factores que predispõem as crianças para mentirem com mais ou menos frequência e gravidade. E depois há ainda quer o ambiente familiar quer o meio envolvente (os amigos, os conhecidos, a vizinhança, os filmes, etc.) que podem acelerar e aprofundar o problema.
18.Alguma coisa relevante que queira acrescentar?
Há, hoje em dia, muitos jogos electrónicos em que a mentira, embora disfarçada, faz parte das tácticas. É importante que os pais levem isso em consideração e se informem sobre os conteúdos desses jogos. Alguns podem ser uma verdadeira escola de mentira pois o jogo é, ele próprio, um produto da fantasia e da pura invenção. E podem incentivar o uso da mentira para as melhores jogadas. Há que reflectir sobre isso.
Entrevista publicada no número de Maio 2010.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Educando com limites: 8 Dicas Essenciais

A educação dos mais pequenos é sempre uma tarefa exausta e desafiadora. Deixando muitas vezes pais, familiares, professores e técnicos sem o que fazer perante determinado comportamento que a criança tem. Não existe nenhuma fórmula, nem nenhum manual de “como educar”. Dado a complexidade do ser humano, não existem filhos iguais, pais iguais. Podemos sim, estabelecer algumas orientações, de forma aos pais, adaptarem da sua forma aos seus filhos.
Uma das bases essenciais à educação é a construção de limites. Mas o que são esses “limites”? Os limites são regras ou normas de comportamento que devem ser passadas aos mais jovens. Estes possibilitam um desenvolvimento moral, psíquico, afetivo, cognitivo e social mais saudável.
Ao definir regras aos mais jovens, estão a ser preparados para a vida real, onde nem tudo acontece quando e como se quer. Cabe então aos “agentes educadores” transmiti-las de forma a serem interiorizadas pelos mais jovens.
Quando não existem limites, o jovem vai crescer com uma deformação na perceção do outro, visto que para ela, só importa o seu querer, o seu bem-estar e o seu prazer. Como se o egocentrismo característico dos primeiros anos se desenvolve-se. Tendo consequências diretas para o seu crescimento e a sua vida adulta.
A falta de limites é caracterizada por descontrole emocional, ataques de raiva, dificuldade crescente de aceitação de regras, comportamento desajustado, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, excitabilidade, baixo rendimento, agressões físicas se contrariado, descontrole e até problemas psiquiátricos. Todos estes sinais e sintomas, também estão presentes noutros casos, o que faz com que a “falta de limites” se confunda com outras perturbações, como por exemplo com a hiperatividade.
Colocar limites surge então uma forma de ajudar o jovem a alterar o seu comportamento, sem prejudicar a sua autoestima. É essencial, compreensão, estabilidade e coerência dos agentes educativos na contenção de comportamentos desadequados, substituindo-os gradualmente por comportamentos adequados.
Passarei então a dar 8 dicas como estabelecer limites:

  • Ofereça-lhe escolhas ou alternativas
Proporciona-lhe algumas opções limitadas de cumprir as ordens. Essa “liberdade de escolha” faz com que as resistências diminuam. Por exemplo: “É hora do banho. Queres tomar banho quente ou frio?”
  • Seja firme
Quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina, dizendo para parar com tal comportamento e obedecer às ordens imediatamente. Por exemplo: “Vai para o teu quarto agora!”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto.
  • Seja objetivo e positivo
Expressões como “porta-te bem” ou “não faças isso”, podem significar diferentes coisas para diferentes pessoas. Por outro lado, ordens como “não”, ou “pára” dizem a um jovem o que é inaceitável, mas não explica o comportamento pretendido. As ordens/regras devem ser concretas e objetivas, dizendo exatamente o que deve ser feito. Exemplo: “Fale baixo na biblioteca” invés do “não grites”.
  • Evite competições
Quando dizemos “Quero que vás já pra cama!”, estamos criando uma competição pelo poder. Ao comunicar a regra, faça-o de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar”
  • Explique o “porquê”
Entender o motivo de uma regra por vezes é essencial para que possa ser cumprida. Entendendo a razão para a ordem, ajuda a desenvolver valores, atitudes, comportamentos. Explique a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não mordas as pessoas. Isso vai magoa-as”.
  • Seja seriamente consistente
Uma regra concreta de limite, é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e torna-se impossível de cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser confirmadas dia após dia, ainda que esteja exausto. Se você dá a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente o farão.
  • Desaprove o comportamento, não o jovem
É necessário que deixemos claro que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “és mau” (desaprovação do jovem). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação do comportamento).
  • Controle as emoções
Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar como se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas os jovens necessitam que lhe estabeleçam regras de comportamento. Quanto melhor aplicarmos os limites, maior será a cooperação dos jovens e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera mais agradável e harmoniosa.