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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Antecipar a alfabetização do seu filho nem sempre é a melhor escolha

Antes de pular um ano letivo, a criança deve ser avaliada com cuidado para não enfrentar descompasso entre o intelectual e o emocional



Getty Images
Pular um ano é bastante comum na pré-escola, mas adiantamento deve ser definido pela maturidade da criança
As escolas brasileiras passaram por mudanças desde que a lei 11.274 foi aprovada em 2006. A nova lei ampliou o Ensino Fundamental para nove anos e deu até o final de 2011 para as escolas se adaptarem. O último passo já foi dado: a partir do ano que vem, só vão ingressar no primeiro ano do Fundamental os alunos com seis anos completos até 31 de março de 2012. A medida gerou uma corrida de pais dispostos a ir à Justiça para garantir que seus filhos entrem no Ensino Fundamental antes do estabelecido. Mas é bom para a criança estar adiantada?
Pular um dos anos da Educação Infantil não é incomum. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a filha da professora universitária Michele Cunha Franco, de 43 anos. Quando Sofia cursava o que antes era conhecido como Jardim, nível anterior ao Pré, os professores perceberam que ela terminava as atividades muito antes das outras crianças. Receosos de que ela perdesse o interesse pela escola, já que não passava por desafios, sugeriram à mãe adiantar a filha. “A Sofia era mais madura: entre três e quatro anos ela não queria brincar de boneca e vivia me pedindo para ensiná-la a ler”, conta a mãe, que atendeu ao pedido.


Com brincadeiras improvisadas, Michele acabou iniciando a alfabetização da filha, que aos cinco anos já sabia ler e escrever. Na escola, avaliaram que Sofia não poderia ficar em uma sala de sua própria faixa etária, já que acabaria achando a escola um tédio.


O mesmo estava prestes a acontecer com a filha da secretária Vania Rayhel, 52 anos, se ela não pulasse um ano da Educação Infantil. “A Jéssica não queria brincar, ela queria aprender a ler e escrever”, diz. A escola acabou mudando-a de ano e a menina chegou ao Pré antes do esperado. “Nós não queríamos forçá-la a nada, mas tudo acabou dando certo e ela acompanhou sem problemas”, declara Vania.


Ambas as mães comentam que o adiantamento na escola não prejudicou em nada o desempenho das filhas. Mas Michele assinala que se a filha tivesse pulado um ano por conta da ansiedade da mãe, o estímulo talvez não funcionasse. “O plano foi bem-sucedido porque não foi forçado: a iniciativa era dela”, diz.


A psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, em São Paulo, concorda: antecipar o ingresso de uma criança no Ensino Fundamental apenas para atender às expectativas dos pais é prejudicial. “De forma geral, alfabetizar crianças aos cinco anos pode ser uma loucura”, completa.


 Maturidade da criança vs. expectativas dos pais
Com 35 anos de experiência em direção escolar, Nívea comenta já ter visto de todo tipo de criança, inclusive as que chegaram mais cedo ao Ensino Fundamental. Para algumas, tudo deu certo até a chegada à universidade. Para outras, nem tanto. Saber se uma criança está pronta para ser adiantada ou não exige uma avaliação muito individual e completa. Se não for realmente madura, a criança pode se desorganizar com as novidades e se desinteressar, passando a se achar incapaz.


De acordo com a professora Neide de Aquino Noffs, psicopedagoga e diretora da faculdade de Educação da PUC-SP, outra questão deve ser levantada neste momento: a criança não vai acabar perdendo a infância mais cedo?


Para Neide, a criança de cinco anos precisa ter a infância preservada e não há a menor necessidade fazê-la começar no Fundamental tão cedo. “No passado, quando a criança era adiantada, acontecia de uma maneira mais natural e não se corriam tantos riscos”.


Ao pular um ano letivo, a criança enfrenta um descompasso entre o intelectual e o emocional, o que pode atrapalhar o desenvolvimento escolar. Uma forma de contornar o dilema seria apostar em atividades extracurriculares, capazes de saciar a curiosidade e a aptidão intelectual precoce. “Excepcionalmente, pode acontecer de uma criança estar além das outras. Mas, na maioria das vezes, a escola deve se adaptar a ela”, diz Neide.


Alfabetização e adaptação


O processo de alfabetização costuma começar entre os seis e sete anos e pode acontecer mais rapidamente para algumas crianças do que para outras, mas de acordo com a orientadora pedagógica e educacional do Colégio Equipe, Luciana Fevorini, o aprendizado mais rápido não deve ser motivo para os pais verem em seu filho um pequeno gênio.


O adiantamento depende de uma mistura de capacidades – de leitura, escrita e habilidades matemáticas – que devem ser analisadas a fundo. “As expectativas exageradas da família em relação à alfabetização não é legal. As escolas precisam saber fazer uma avaliação correta neste momento, até mesmo do desenvolvimento corporal da criança, das capacidades sociais e cognitivas”, diz. Para ela, o ideal é realmente respeitar a idade.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A galinha pintadinha (os mistérios envolvidos?)

Hoje vou mostrar os benefícios dos vídeos infantis no desenvolvimento integral das crianças. Escolhi a Galinha Pintadinha pelo seu efeito hipnótico, quem conhece sabe....A grande maioria das crianças ficam hipnotizadas com esse vídeo.Vejamo...s então o que ele oferece:
1) Associação imagem/som: Até hoje não se conhece a razão exata pela qual algumas crianças apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem e outras não. É claro, temos as causas orgânicas (deficiência auditiva, deficiência mental, neuropatias etc) e as causas psicológicas (como a resistência em deixar de ser "bebê", possíveis traumas e outros) que podem justificar o atraso ou o distúrbio linguistico. Mas, entre crianças que não se encontram em nenhuma dessas situações de risco, não é possível saber quais irão necessitar de algum tipo de apoio ou acompanhamento para que desenvolvam a linguagem - e algumas certamente precisarão!

Enfim, é possível adquirir vocabulário e desenvolver bem a linguagem sem que haja estímulo visual, prova disso são as crianças cegas congênitas, que podem fazer bom uso da língua. Mas não podemos negar que é muito mais simples saber o que é um "cachorro" se eu vejo um, ao mesmo tempo em que escuto o seu nome - isso facilita a compreensão da palavra, sua retenção e, consequentemente, o seu uso.
E é isso que os DVDs do gênero oferecem. Uma vez que o som (música ou não) e as imagens correspondentes são apresentados juntos, aquelas crianças que tendem a manifestar dificuldades com o vocabulário receptivo (compreensão), ou até mesmo de Processamento Auditivo Central, serão extremamente beneficiadas. E para todas as outras a associação imagem/som torna o programa, no mínimo, bem mais divertido.

2) Cantigas/Canções: Em vários outras situações já ressaltei (tendo por referência diversos autores) a importância das cantigas e canções para o desenvolvimento da consciência fonológica. Trata-se de um estímulo sonoro extramamente rico em melodia, rimas , repetições de sílabas e de segmentos, além de segmentações de palavras. Tudo isso tende a fazer com que a criança atente para características e para elementos da língua - o que será fundamental posteriormente, durante a aquisição da escrita.
Se falar é um ato automático, que não demanda (normalmente) muita elaboração, a escrita, por sua vez, exige todo uma trabalho e análise e de reflexão sobre a língua. Assim, além de proporcionarem aumento de vocabulário e melhor expressão oral, as cantigas e canções, com seu aspecto lúdico, facilitam a compreensão por parte da criança acerca da língua, em especial, em relação aos seguintes aspectos: percepção de que diferentes palavras apresentar sons parecidos, de que as palavras podem ser "quebradas" em partes menores (sílabas e fonemas), de que as palavras se combinam formando frases e de que as palavras têm tamanhos diferentes.
Dessa maneira, acredito que atividades envolvendo cantigas e canções deveriam ser consideradas de uma maneira mais rigorosa e criteriosa no interior da educação infantil e que poderiam ocupar maior espaço nas escolas.

3) Legenda: No DVD da Galinha Pintadinha, a música é acompanhada de imagens e, também, de legenda. Sobre a legenda existe uma bolinha que salta sobre a sílaba da palavra exatamente no instante em que ela é pronunciada.
Para os pequenos isso é importante por mostrar que existe uma outra maneira de se representar o som da fala - através da escrita - e para os maiores indica que as palavras podem ser segmentadas em sílabas - conhecimento que será muito útil para a alfabetização.

4) Interação Social (OU ISOLAMENTO SOCIAL???): A associação imagem/som, a presença de músicas e de legendas são pontos positivos para os DVDs infantis - jamais negativos. Já quanto ao aspecto da interação social devemos ter muita cautela para julgar, pois, irá depender da maneira como esses DVDs serão utilizados pelo adulto.
Assim, os DVDs desempenharão um papel social se o adulto compartilhar dessa experiência com a criança, demonstrando conhecimento e interesse pelo que está sendo visto. No entanto, o efeito será contrário e negativo se os DVDs forem utilizados apenas com a função de entreter e/ou acalmar a criança e se o seu conteúdo não for explorado e expandido para situações outras como hora do banho, do lanche etc...

Com certeza os DVDs infantis possuem muito mais beneficios para o desenvolvimento infantil do que os aqui colocados. Seria bom ter mais opções destinadas aos bebês. Mas seria melhor ainda se as instituições de educação infantil se servissem desse tipo de material para o aprendizado das crianças, explorando, complementando e ampliando seu conteúdo.
(Limissure)
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sábado, 12 de maio de 2012

Crianças de 5 anos no Ensino Fundamental?

O CNE, Conselho Nacional de Educação, autoriza crianças que já tiveram cursado Dois anos de Educação Infantil, a ingressarem no 1° ano do Ensino Fundamental.

O MEC, Ministério da Educação, e representantes de entidades dos direitos da infância, defenderam a rejeição do projeto de lei do senado que quer tornar obrigatória a matrícula no Ensino Fundamental a partir de 5 anos de idade, ao invés de 6 anos – antes (no Ensino Fundamental de 8 anos) era obrigatória a matrícula de crianças de 7 anos de idade.

Pela legislação atual, alunos de 4 e 5 anos devem ser matriculados na pré escola e de 0 a 3 anos em creches, ambas etapas da Educação Infantil.

O projeto de lei que quer mudar a idade é de autoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR). A justificativa para incluir crianças de 5 anos no Ensino Fundamental, segundo texto divulgado pelo gabinete do senador, é que a lei que estabeleceu o Ensino Fundamental de 9 anos não é clara quanto à idade de corte para matrícula da criança.
O CNE já emitiu uma resolução que determina que a matrícula deve ocorrer apenas para crianças que completarem 6 anos até o dia 31 de março do ano letivo.

O presidente da Rede Nacional Primeira Infância, Vital Didonet, afirmou que o que está em jogo é o desenvolvimento da criança. Queimar etapas é prejudicial ao desenvolvimento humano. Cada vez mais os consultórios de Psicologia estão atendendo crianças forçadas precocemente a atender às expectativas do adulto.


O MEC permite crianças de 5 anos no Ensino Fundamental somente até 2011
Gestores de rede de ensino e diretores de escola ganharão mais tempo para adaptar matrículas das crianças no Ensino Fundamental à faixa etária ideal considerada pelo MEC – 6 anos completos até o dia 31 de março do ano em que ingressar no 1° ano do Ensino Fundamental.

O Ministro da Educação Fernando Haddad, aceitou a recomendação do CNE e ampliou o prazo até 2011.
A decisão do Ministro permitirá que as crianças que ainda não têm 6 anos completos e não terão feito aniversário até 31 de março do ano de 2011 possam entrar no Ensino Fundamental.

Em 2011 – As crianças que vão ingressar na escola (Educação Infantil) pela primeira vez só poderão ser matriculadas se tiverem 4 anos completos até 31 de março.

A etapa de 0 a 3 anos é chamada de creche; 4 e 5 anos é chamada de Educação Infantil. Podendo ser na mesma escola.
Alguns pais estão com dúvida, acreditando que os filhos só podem entrar na Escola quanto tiverem 4 anos.
Não há mesmo notícias claras.

FONTE: Terra Educação
UOL

O grande problema da Educação é querer “tapar o sol com a peneira”. O que adianta antecipar o ingresso de crianças no Ensino Fundamental?
Querem mostrar resultados de melhorias na educação, mas esquecem que estão lidando com seres humanos em formação.

Até quando as crianças vão ser pressionadas a crescerem mais rápido, a pular etapas, a suprir as expectativas do adulto?

Os pais precisam conhecer a idade de seus filhos, saber o que cada idade representa na vida do ser humano e contribuir para um crescimento saudável.

Na Infância é brincando que a criança percebe melhor o mundo, descobre seus mistérios, constrói suas hipóteses e, enfim, aprende.