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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O que falta é afeto


Psicóloga diz que educar dá trabalho e que os pais fazem mal aos filhos com punições sem lógica e às vezes até cruéis.



Jair da Rocha
"Tem-se a impressão de que os pais são tolerantes demais com os filhos. Descobri o contrário"


A maioria dos pais se martiriza com questionamentos intermináveis sobre como criar os filhos. Por mais que evitem, estão sempre esquadrinhando seu comportamento. Estariam sendo muito duros? Muito permissivos? Muito autoritários? Como agir em determinada situação? Para a psicóloga Lidia Weber, de 46 anos, o tema é uma fonte inesgotável de indagações das quais já se consolidaram, felizmente, algumas certezas. Autora de seis livros sobre relações intrafamiliares, coordenadora de um programa de dinâmica familiar na Universidade Federal do Paraná, ela costuma aconselhar seus alunos e os pais que a procuram da seguinte maneira: "Siga sua consciência, obedeça a seus valores". É essa a maneira de educar. Para ela, o sucesso na criação passa pelo fortalecimento da auto-estima das crianças. E isso se faz, ao contrário do que diz o senso comum, mais com elogios do que com punições. "Muitos pais não sabem elogiar. Têm vergonha", diz. Casada, mãe de três filhos entre 10 e 16 anos, Lidia – que nunca apanhou dos pais e nunca bateu nos filhos – é uma entusiasta do castigo e uma inimiga da palmada, que ela considera dispensável mesmo nas situações de limites.
Veja – Por que os pais parecem tão assustados com a tarefa de educar os filhos?
Lidia – Acho que há duas razões principais. Primeiro, pela realidade mesmo. Somos todo o tempo bombardeados com notícias sobre violência. Isso dá muito medo. Outra razão eu acho que se deve ao que chamo de quebra da solidariedade entre os adultos. Antes, tínhamos a sensação – e era verdade – de que poderíamos contar com outras pessoas para cuidar do bem-estar de nossos filhos. Os vizinhos, os parentes, os professores faziam parte dessa rede de segurança. Hoje isso não existe mais. É cada um por si. O perigo pode morar ao lado. Esse medo do "outro" é a expressão mais tangível da paranóia dos pais.

Veja – Qual a melhor maneira de os pais lidarem com esses medos?
Lidia – Acho fundamental a retomada da rede de segurança. Contar com os avós, com amigos próximos. Voltar a aprender a confiar. Isso conforta e dá segurança. Os pais também têm de se focar. Gasta-se muito tempo com preocupações menores. Se o filho não comeu verdura, se o outro deixou os tênis espalhados pelo quarto, se a filha saiu sem casaco, e por aí vai. Isso não quer dizer nada. Só provoca angústia e insegurança nos pais e nos filhos. Antes de fazer tantas ressalvas, questione-se: "Isso realmente é crucial?" ou "Que lição meu filho vai levar disso?". Às vezes, a obsessão com a segurança pode ser mais danosa que os próprios riscos.

Veja – Livros de auto-ajuda ou de como criar os filhos vendem como nunca. Eles são úteis?
Lidia – Depende. A maioria dos pais ignora a fase de desenvolvimento dos filhos. Se soubessem como são os comportamentos típicos de cada idade, educar ficaria mais fácil. Por exemplo: é normal um menino de 6 anos querer comer com a mão. É normal chegar à adolescência e, durante uma briga, dizer que odeia os pais. Ciente disso, fica mais fácil gerenciar, lidar com essas questões. Ao contrário, tudo pode se tornar um drama. A mãe pensa: "Ah, vou deixar minha filha fazer o que ela quiser, porque eu não agüento ouvir isso". Os livros são úteis para isso. Para informar como é uma criança, um adolescente. Mas livros que falam como fazer seu filho ficar rico ou virar um gênio não podem ser levados a sério.

Veja – Por quê?
Lidia – Porque não existe um padrão, um modelo em que se possa enquadrar todo mundo. Esses livros servem para aliviar a culpa de alguns pais. Eles acham que lendo um manual vão aprender a ser perfeitos. Os pais sentem muita culpa porque passam muito tempo longe dos filhos. Mas é uma realidade hoje. É preciso ter noção de que seu filho não vai virar um desajustado porque não está 24 horas a seu lado. Nem ele nem os amiguinhos ficam tanto com os pais. Dito assim, parece óbvio, mas os pais devem educar os filhos de acordo com seus valores pessoais, não pelo valor dos autores de livros. Têm de entender que só eles são capazes de tomar decisões e passar valores para suas crianças.

Veja – A senhora costuma dizer que não há pais permissivos, há pais negligentes e com pouco afeto. Por quê?
Lidia – Fizemos várias pesquisas na Universidade Federal do Paraná com cerca de 1 500 crianças de escolas públicas e particulares. Hoje, tem-se a impressão de que a maioria dos pais é tolerante demais. Descobrimos o contrário. Há muito pouco afeto em jogo.

Veja – Qual o maior dilema dos pais?
Lidia – Sem dúvida, é a questão de bater ou não bater. Porque a maioria apanhou, e quem apanhou acha normal bater. A outra dificuldade é sobre questões cotidianas, que a gente chama de supervisão inadequada, excessiva. Os pais estão estressados, têm pouca paciência. É muito mais eficiente dizer: "Olhe, eu vou chamar você uma vez para almoçar. Se não vier agora, só vai comer na próxima refeição".

Veja – A senhora coloca a palmadinha de leve no mesmo patamar de uma surra? Não é exagero?
Lidia – O princípio é o mesmo: eu uso o poder e a força para obrigar você a parar de fazer alguma coisa. Em 99% dos casos a palmada é usada quando os pais estão com raiva. Isso aumenta o risco de a punição se transformar em maus-tratos porque você está descontrolado. O único resultado positivo da palmada é que a criança pára de perturbar na hora. E esse é um dos aspectos perversos do tapa: por ter efeito imediato, os pais o utilizam com muito mais facilidade e freqüência. Há um estudo da professora Elizabeth Gershoff, da Universidade Columbia, provando o mal da palmada a longo prazo. Há dez aspectos negativos observados para cada um positivo. Mulheres que apanharam dos pais na infância costumam encarar com mais naturalidade a violência do marido, por exemplo. Há uma ligação estreita com o aumento de agressividade, de comportamento delinqüente e anti-social.

Veja – Estamos falando de uma palmadinha...
Lidia – Ainda assim. No estudo de Gershoff é feita essa diferença. São várias análises que levam em conta o que se chama de punição normativa e o abuso físico de fato. Então, alguém pode dizer: "Eu apanhei dos meus pais e não sou anti-social". Tudo bem. Mas isso não prova muita coisa. A pesquisa é mais esclarecedora nesses casos porque reflete o que ocorre com a maioria das pessoas. É claro que, se você leva um tapinha mas é estimulado em casa a ter uma boa auto-estima, não vai virar um marginal. Se os pais forem muito competentes e usam uma palmadinha de vez em quando, isso não causa prejuízo. Mas eu pergunto: se são tão competentes, por que precisam bater?

Veja – E o castigo?
Lidia – O castigo é muito eficiente. A retirada de privilégios é uma conseqüência lógica: "Você chegou às 11 da noite, era para chegar às 10, então da próxima vez vai chegar às 9". O filho precisa de regras, pois a vida adulta é cheia delas. Com adolescente, saber negociar também é vital. Outro dia, minha filha foi advertida na escola porque não fez a tarefa. Ela mesma veio até mim e disse: "Então, vamos ver o castigo que eu posso ter. Vai ter a festa da fulana, então eu não vou à festa". Causa e conseqüência. Isso vem de berço. É uma doutrina que se ensina desde pequeno.

Veja – Qual o grande erro dos pais na hora de castigar?
Lidia – É quando não conseguem estabelecer regras coerentes de acordo com a idade, e consistentes de acordo com sua conduta. Você não pode dar um castigo conforme o seu humor. Por exemplo, aquela mãe que, depois que uma criança aprontou algo, começa a berrar: "Vai ficar um mês sem usar a internet!" ou "Vai ficar uma semana sem sair de casa!". É quase impossível manter isso. Então, só imponha castigos que você pode cumprir. Do contrário, seu filho vai perder a confiança e o respeito por você.

Veja – Há técnicas eficientes de castigo para cada idade?
Lidia – Com crianças menores, há técnicas eficientes como otime out. É o famoso ficar no quarto trancado ou sentado sem levantar ou falar por alguns minutos. É preciso ter muito controle porque a criança pode chorar e berrar e você tem de se manter firme. Crianças nessa idade querem muita atenção. É nesses poucos minutos que elas vão sentir a pena. Calcule um minuto por ano. Três anos, três minutos de castigo. O que conta é que haja conseqüências imediatas.

Veja – E se você está no shopping com seu filho de 6 anos, ele se joga no chão, começa a berrar feito louco porque quer um tênis de 300 reais? Como falar "Vamos conversar, meu filho" com o menino dando um escândalo?
Lidia – Você não vai falar isso na hora. Até porque vai estar com raiva também. Segure-o pelo braço e leve-o embora dali. Quando ele se acalmar, mostre as conseqüências da má atitude dele. Criança não nasce chata. Ela fica chata por causa dos pais. Se a criança faz birra e os pais cedem para se ver livres do escândalo, eles estão recompensando esse comportamento. Aí vira aquela criança insuportável, da qual os pais mesmos vão se afastar e dizer: "O gênio dela é ruim". Não existe isso.

Veja – Os pais têm preguiça de ensinar?
Lidia – Eles têm de argumentar, o que é mais complicado. Dá muito mais trabalho do que simplesmente dizer não. Se seu filho quer um tênis de 300 reais "porque todos os amigos têm" e você não vai comprar, explique as razões. Diga que não é com um tênis que ele vai se tornar alguma coisa ou que é contra seus princípios pagar tão caro por um sapato ou simplesmente que você não tem o dinheiro. Mas diga o motivo sincero. Você não pode sair de lá e cinco minutos depois comprar uma bolsa de 500 reais para você.

Veja – Como convencer pais que trabalharam o dia todo, brigaram com o chefe, passam por uma crise no casamento a chegar em casa e ter ânimo de argumentar com as crianças?
Lidia – Educação é trabalho. Se você tem um relatório para entregar para seu chefe no dia seguinte, você vai virar a noite, mas vai escrevê-lo. Se está com TPM mas tem uma reunião decisiva, você toma um comprimido e vai. Por que muitas pessoas não têm esse empenho quando se trata de educar suas crianças? É o que chamamos de "investimento parental". Tem de investir, tem de fazer um esforço, tem de dar a real importância a esse tempo com os filhos. Mas, se você não conseguir um dia ou outro, também não é o fim do mundo.

Veja – E se os pais nunca fizeram isso? É possível mudar o comportamento depois de muitos anos?
Lidia – Há uma técnica que chamamos de quadrinho de recompensas, em que você foca nas coisas positivas feitas pela criança. É muito eficiente se usada depois dos 4 anos. Liste todas as tarefas que você considera positivas. Pode colocar até arrumar a cama, escovar os dentes, comer tudo. Quando a criança fizer isso, ela mesma vai até o quadrinho e se dá uma estrela. Quando um pai permissivo resolve mudar de atitude, a criança piora o comportamento no primeiro momento. Ela vai tentar obter a atenção com as armas que usava antes. Se fazia birra, vai fazer ainda mais. Então, tem-se de agüentar esse começo.

Veja – Existe um caminho de como fazer de seu filho um adulto feliz?
Lidia – Fortalecer a auto-estima. É surpreendente, mas a maioria dos pais tem dificuldade de elogiar seu filhos. Eles temem parecer falsos. Mas é preciso insistir até conseguir. Se dois irmãos estão brincando e eles costumam brigar, em vez de dizer "Até que enfim, vocês estão brincando", diga: "Que bom, vocês estão brincando juntos". Sem sarcasmo, sem provocação. Os pais devem sempre mostrar que o amor deles pelos filhos é incondicional. Aquela coisa de dizer: "Ah, se você não comer tudo não vou mais gostar de você" mina a auto-estima da criança de um jeito quase irreversível. A criança tem de contar com o seu amor, mesmo que ela faça algo errado.

Veja – Como fazer com que seu filho confie em você?
Lidia – Ouça, não julgue. Não avalie seu filho pelos seus padrões. Se sua filha vier lhe contar que "ficou" com dois meninos numa festa, não faça escândalo. O mundo mudou. Hoje isso é plenamente aceitável. Se você brigar, ela nunca mais lhe contará nada. Mas, se ela contar que transou com dois, aí é outra coisa. Seu papel é explicar que isso não é aceitável. Exponha as causas e as conseqüências de tal atitude, mas sem puni-la. Ensine desde a tenra idade seu filho a falar sobre si próprio.

Veja – O que é fundamental na relação entre pais e filhos?
Lidia – Afeto, envolvimento, participação, saber quem são os amigos. É preciso monitorar. Não é ligar para o celular da criança ou adolescente a cada dez minutos. É mostrar que você se importa, que participa da vida deles, mesmo que, num primeiro momento, isso pareça intromissão. Não tenha dúvida: no futuro, eles agradecerão.



Entrevista retirada da revista Veja on-line em <http://veja.abril.com.br/020604/entrevista.html>


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Leitura ou lei-dura?



O acesso à leitura é tema de inquestionável relevância para a sociedade, porém, ainda está na contramão da necessidade. A leitura é capaz de proporcionar ao indivíduo acesso a um mundo novo, que através da história, se confirma como um caminho para se chegar ao conhecimento. Discutir caminhos de acesso e fomento da leitura ainda é o objetivo de muitos pesquisadores da área.
O discurso denunciador da crise na leitura pensa as relações políticas entre escola, leitura e sociedade. Ezequiel Teodoro da Silva, em 1979, vê a crise na "lei-dura da leitura" imposta pela sociedade, que, por um conjunto de restrições "impede a fruição da leitura por milhões de leitores em potencial" (p.23). O autor faz suas “denúncias” expondo que a crise da leitura estaria na sociedade em geral, assim como, escolas e pesquisadores que são impedidos, de alguma maneira, de contribuir para a democratização do acesso ao livro. Instaura-se assim, mecanismos de alienação e controle.

1º. Parágrafo da lei – dura da leitura: somente a elite dirigente deve ler: o povo deve ser mantido longe dos livros. Os livros, quando bem selecionados e lidos estimulam a crítica, a contestação e a transformação – elementos estes que colocam em risco a estrutura social vigente e, portanto, regime de privilégios.

    (3) historicamente falando, a grande maioria do povo brasileiro nuca teve acesso ao livro. Chegamos à década  de 80 com uma taxa vergonhosa de analfabetismo, para não falar dos pseudo- alfabetizados que mal sabem ferrar a sua assinatura numa folha de papel.

    2º. Parágrafo da lei-dura da  leitura: No território nacional, diferentes aspectos da   leitura devem permanecer  como  pontos de interseção. O apoio à execução de pesquisas ao desenvolvimento de programas, visando à mudança, deve ser o mínimo possível de modo que as coisas permaneçam exatamente como estão.

1.      é paradoxal que, num país de tão grande dimensão e número de habitantes, exista uma exiguidade de investigações  na área da leitura. Na lista de prioridades de pesquisa, geralmente baixada pelas autoridades, o tópico “leitura” é  uma realidade. É  paradoxal porque a crise do livro e da leitura exige, sem dúvida, respostas ao nível da investigação cientifica.
2.      Com raras exceções as investigações sobre o problema da leitura, realizada na década de 70, apenas serviram para constatar o obvio ou seja que os estudantes estão lendo cada vez menos e que os seus interesses não são atendidos no âmbito da escola.

3º. Parágrafo da lei-dura da leitura : O  ensino da leitura, como proposto pelas escolas, deve ser  feito pelo processo de ensaio- e- erro. Deve é claro haver mais erros do que acertos de modo  a confundir o aluno – leitor. Não o gosto, mas o “desgosto” pela leitura deve ser incentivado. Mesmo o professor, por falta de condições deve ser impedido de ler criticamente.

1.      O  professor brasileiro, dada a sua condição de oprimido, também  é carente da
Leitura. O salário não é suficiente para comprar livros e enriquecer o acervo de sua biblioteca especializada nas escolas.
Os cursos de licenciaturas tocam por alto a pedagogia da leitura.

(2) O currículo da leitura das nossas escolas (principalmente as públicas) geralmente se apresentam desorganizados, não – sequenciados, parecendo ser estabelecidos na base da improvisação e do desleixo. em uma pesquisa realizada em Campinas, constatei que quanto mais o aluno sobe na hierarquia acadêmica, mais negativa é a sua atitude frente á leitura. Regina Zilberman, em pesquisa realizada em  Porto Alegre, mostrou alguns aspectos da falta de atenção para com a orientação de leitura dos alunos: repetição das mesmas obras literárias em diferentes séries, inadequação das obras ao leitor.etc….

4º parágrafo da lei – dura da leitura : os diferentes especialistas que fazem ciências na área da leitura devem trabalhar de forma não integrada ou compartilhada. A visão do todo, estabelecida  através da integração de perspectivas diversas (histórica, política, comunicacional, literária, psicologica, lingüistica, etc…..), é sempre perigosa e deve ser sempre evitada – os conhecimentos relativos à leitura no Brasil devem aparecer e serem disseminados na forma de “retalhos”.

35 anos se passaram, e alguma coisa mudou?

Estamos caminhando a passos lentos para a democratização do acesso a leitura. É preciso lutar para alcançar esse objetivo, porém, o problema da leitura, é reflexo de uma política precária que se estende a várias áreas sociais e acaba refletida na educação.


Referência
SILVA,E.T. Leitura ou lei-dura?In: ABREU,M. (org). Leituras do Brasil. Campinas-SP: Mercado das Letras, 1995.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Papai Noel existe? Como contar para as crianças?

O Natal, uma das festas mais comemoradas em todo o mundo, está chegando. É época de esbarrar com Papai Noel em ruas, lojas, shoppings, restaurantes. O que não é nada mal, já que ver os filhos felizes é um dos maiores prazeres de pais e mães. Mas estimular a fantasia é saudável para o desenvolvimento dos pequenos? "Incentivar a crença no Papai Noel é absolutamente saudável. Mais do que isso: é imprescindível! Toda criança merece viver o encantamento do Natal", garante a psicoterapeuta e contadora de histórias Alessandra Giordano, de São Paulo.

Ninguém deve tirar de uma criança a capacidade de fantasiar. De acordo com os especialistas, o papel dos pais é, ao contrário, facilitar o mundo da imaginação para os pequenos, oferecendo-lhes todas as possibilidades de sonho e fantasia. "O Papai Noel é, sem dúvida, uma das recordações mais bonitas que trazemos da infância. E o que fica registrado em nosso inconsciente não é só a figura do entregador de presentes, pois o Papai Noel representa muito mais do que isso. O velhinho barbudo e simpático é o valor da família, da fraternidade e da bondade. E é também o respeito ao idoso", defende Rosana Zanella, psicóloga e professora do Instituto Sedes Sapientiae e da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), de São Paulo.

Além de proporcionar uma infância mais feliz e cheia de imaginação, o Papai Noel também oferece outras representações simbólicas. "É ele que vai se esforçar para atender aos nossos desejos. A ideia de que vamos encontrar bons velhinhos ao longo da vida é o que nos ajuda a aguentar o 'tranco'. É o que chamamos de fé na vida", diz Carolina Scheuer, psicóloga especialista em psicanálise da criança.

Ela afirma que as figuras mitológicas criadas na infância são fundamentais durante todo o nosso percurso. "De modo geral, a realidade é uma coisa difícil de ser digerida sem 'amortecimento', na infância e na vida adulta." É claro que adultos e crianças lidam com a fantasia de maneiras completamente diferentes, mas todos, em algum grau, precisam dela para dar conta de suas angústias e ansiedades. "É pela via do imaginário e da fantasia que conseguimos elaborar nossas questões afetivas e isso começa na infância", afirma Carolina.

Muitos pais têm dúvidas sobre o que dizer aos filhos a respeito do Papai Noel. Diante desse dilema, a psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) experimentou negar a fantasia aos seus rebentos. Ela acreditava que a realidade deveria prevalecer em qualquer circunstância. Mas, certo dia, deparou-se com um pedido dos filhos: eles queriam se mudar para a casa da vizinha. Intrigada, perguntou o motivo e encontrou a resposta: é que lá existia Papai Noel. "O caso está registrado em uma das contribuições de Klein à psicanálise e mostra que a fantasia é intrínseca à criança, queiram os pais ou não", avalia Carolina.

MÃE, PAPAI NOEL EXISTE???
Essa é uma dúvida que as mães sempre me questionam...COMO FALAR A VERDADE??
Em algum momento do desenvolvimento da criança, ela aparecerá com essa pergunta: "Mãe, é verdade que Papai Noel não existe?". Especialistas recomendam que os pais não confirmem nem neguem totalmente. Uma boa resposta nessa hora, lembrando que pode ser apenas desconfiança da criança e que ela não esteja preparada para romper de vez com essa fantasia, é dizer que "ele existe para quem acredita nele", aconselha Paula Furtado, psicopedagoga e escritora, de São Paulo. Outro caminho é devolver a pergunta para a criança, ajudando-a a estruturar seu pensamento: "O que você acha filho? Como você imagina que seja?".


fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Você sabe o que é bullying?


Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Informação anti-bullying para pais
É bullying?
É se indivíduos ou grupos estão:
  • apelidando seu filho
  • ameaçando a ele ou ela
  • pressionando seu filho a dar para alguém dinheiro ou coisas
  • batendo no seu filho
  • danificando as coisas do seu filho
  • espalhando boatos sobre seu filho ou sua família
  • usando texto, email ou internet para escrever ou dizer coisas que machuquem seu filho (cyberbullying)
Também é bullying se seu filho se sente magoado por coisas que disseram sobre sua etnia, fé religiosa, gênero, sexualidade, deficiência, necessidade de educação especial, aparência ou questões específicas de sua família.
O que você deve fazer se seu filho estiver sofrendo bullying?
Fale com a direção da escola sobre o bullying. Por favor, informe a escola sobre quaisquer incidentes envolvendo crianças que sejam importantes ao invés de abordar as crianças você mesmo. Na Stanley Primary School, o primeiro ponto de contato para reportar preocupações acerca de bullying é a professora do seu filho (pessoalmente na escola ou por email e telefone).
É importante ter em mente que a professora pode não ter ideia de que seu filho está sofrendo bullying ou pode ter ouvido histórias conflitantes sobre um incidente:
  • Você deve ser o mais específico possível sobre o que seu filho disse que aconteceu: nomear datas, lugares e nomes de outras crianças envolvidas.
  • Anote a ação que a escola disse que iria tomar.
  • Perguntar se há qualquer coisa que você possa fazer para ajudar seu filho.
  • Continuar em contato com a escola para fazê-los saber se as coisas melhoraram e, também, se os problemas permanecem.
O que a Stanley Primary School vai fazer?
  • A Stanley Primary School não tolera o bullying. Isso é o que fazemos com respeito ao bullying:
  • Trabalhar para ter certeza de que a pessoa que sofre bullying está segura;
  • Trabalhar para evitar que o bullying aconteça de novo;
  • Providenciar apoio para a pessoa que sofreu bullying;
  • Tomar ações para garantir que a pessoa que praticou o bullying aprenda a não machucar os outros.
As famílias que sentirem que suas preocupações não estão sendo respondidas adequadamente pela escola devem considerar os passos a seguir:
  • Checar a política anti-bullying da escola para ver se os procedimentos determinados estão sendo seguidos;
  • Discutir o assunto com a coordenadora pedagógica; registrar a reunião;
  • Se isso não ajudar, escrever para o Conselho de Educação explicando suas preocupações e o que você gostaria que fosse feito a respeito.
 Bullying e crianças autistas
Crianças com autismo têm mais risco de sofrerem bullying. Um estudo com 400 crianças com Síndrome de Asperger mostrou que elas têm, no mínimo, 4 vezes mais chances de sofrer bullying que seus colegas típicos (Attwood, 2005).
Isso acontece, principalmente, porque as diferentes formas que as crianças com autismo usam para comunicar-se e interagir podem se tornar mais óbvias para seus colegas, especialmente quando elas ficam mais velhas. Já que crianças com autismo têm dificuldades para ler expressões faciais e  linguagem corporal, elas não conseguem distinguir se uma pessoa está sendo amigável ou se está tentando prejudicá-la.  Elas também têm dificuldades de se colocar no lugar dos outros e, por isso, não entendem as intenções das outras crianças.
Cumine, Leach e Stevenson (1998) declaram que a criança com autismo pode parecer ingênua e confiante, incapaz de diferenciar uma aproximação amigável daquela com a intenção de simplesmente provocá-la.
Gray (2000) descreve como, em uma de suas turmas, uma criança com autismo recebeu a oferta de 50 centavos em troca de um dólar (o dobro do dinheiro). A criança autista pensou que o colega queria fazer amizade. Algumas crianças autistas tentarão entrar no grupinho de colegas fazendo coisas que são sugeridas por bullies. Isso podem ser, frequentemente, coisas que podem magoar a criança ou deixá-la em situação difícil com a direção da escola.
O comportamento no playground
As crianças autistas são alvos fáceis no playground já que elas, frequentemente, preferem brincar sozinhas. Por causa disso, outras crianças acham fácil implicar com elas, já que elas não têm uma estrutura de suporte ao redor. Outras crianças podem, também, provocar crianças autistas se as veem fazendo coisas “estranhas” como balançar as mãos ou fazer comentários inapropriados.
Foto: Getty Images
Praticando o bullying
Crianças com autismo podem, também, praticar bullying. Algumas crianças podem se tornar agressivas quando uma brincadeira não está sendo feita do jeito que elas querem e vão tentar tomar o controle da situação. Elas também podem ficar frustradas por serem deixadas de fora no playground e por tentarem, sem sucesso, fazer amizade com outras crianças (Gray, 2000).
Como saber se seu filho está sofrendo bullying
A dificuldade para você, como pai, é que nem sempre é fácil notar que seu filho está sofrendo bullying. Por causa dos problemas para entenderem as intenções dos outros, crianças autistas podem nem perceber que estão sofrendo bullying (Attwood, 2005). Os problemas de comunicação também podem fazer com quem seja mais difícil, para elas, relatarem a você ou à equipe escolar um incidente. Por causa disso, você vai ter que procurar outras pistas de que sua criança está sofrendo ou não bullying.
Sinais potenciais de que uma criança está sofrendo bullying:
  • chegar em casa com roupas, mochilas ou livros sujos, danificados ou faltando, com arranhões ou hematomas, sem algum dinheiro que deveriam ter ou pedindo dinheiro no dia seguinte;
  • chegar na escola ou em casa mais tarde porque mudaram seu caminho habitual;
  • Falta de vontade de ir à escola ou desculpas para não ir;
  • estar depressivo, estressado, infeliz;
  • apresentar queda na concentração ou queda de padrão no rendimento declarado pela escola (ChildLine 1994)
Uma criança autista pode, também, apresentar mudanças súbitas no comportamento, que podem ser devido a bullying na escola. Isso pode incluir aumento na ansiedade, aumento na dificuldade para dormir ou crises em casa (Attwood, 2005). Algumas crianças autistas podem se apropriar e repetir os atos dos bullies em casa com seus irmãos porque não compreendem que esse comportamento é inaceitável (Attwood, 2005). Para elas, estão apenas reproduzindo o que seus colegas fazem.
  The National Autistic Society, Stanley Primary School, Richmond, London – UK

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Atualização da LDB - LEI Nº 12.796, DE 4 DE ABRIL DE 2013




No início do mês de abril entrou em vigor a atualização da Lei deDiretrizes e Bases da Educação. As principais alterações foram a inserção de crianças com quatro anos na escola e a inserção de crianças com transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação no Capítulo V - Da Educação Especial.

Passa a ser obrigatória, a partir desta data, a matrícula de crianças de quatro anos na escolas. Quando publicada em 1996, essa idade era de sete anos, e em 2005 em outra alteração, passou a ser 6 anos. De acordo com o que foi estabelecido na lei a educação básica é obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, organizada em pré-escola; ensino fundamental; ensino médio. A criança deverá passar no mínimo 4 horas diárias na escola, podendo se estender para 7 horas quando período integral. Divididos em 200 dias letivos. A criança deve cumprir uma frequência mínima de 60% do total de horas. E é obrigatória a expedição de documentação pelas instituições de ensino, que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança, não tendo como objetivo aprovar ou reprovar o aluno.

Em relação às alterações referentes a educação especial, agora a lei diz que “Entende-se por educação especial, (...) a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação” e não mais apenas para alunos com “necessidades especiais”. O termo “necessidades especiais” configura pessoas com necessidades temporárias, como grávidas por exemplo. O termo correto a ser utilizado é pessoas com deficiência, e também não mais “portadoras de deficiências”, pois as pessoas não “portam” suas deficiências e sim as tem.

Inserir crianças com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na educação especial significa incluir alunos com os diferentes transtornos do espectro autista, as psicoses infantis,a Síndrome de Asperger, a Síndrome de Kanner e a Síndrome de Rett. 

Outra alteração importante na LDB é a preocupação com a formação de profissionais para trabalhar na educação. Criando ou oficializando em lei incentivos a formação de licenciados. De acordo com a lei, “A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de docentes em nível superior para atuar na educação básica pública.”, o que já é feito através do Prouni e FIES. E em outro parágrafo diz que “(...)  incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de educação superior”, o que já é feito por meio do PIBID. 

Ainda é necessário se pensar se essas alterações são válidas ou não. Matricular crianças ainda mais novas na escola realmente mudará o problema em relação a alfabetização? Isso não passa por interesses econômicos? A matrícula de crianças de 4 anos nas escolas não possibilita aos seus pais trabalharem mais e assim movimentarem a economia do país? Em relação a educação especial, seria esse o ponto mais relevante a ser alterado? Nos restam os questionamentos.
 
fonte: http://politicanupep.blogspot.com.br/2013/04/atualizacao-da-ldb-lei-n-12796-de-4-de.html

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Classificação dos erros ortográficos






Durante o processo de apropriação do sistema ortográfico, a criança comete alguns erros que podem ser classificados em categorias (cf. Carraher, 1985; Nunes, 1992; Lemle. 1995), tais como:

a) Erros de transcrição da fala: ocorrem quando a criança escreve a palavra como a pronuncia, como veis (vez), pexi (peixe), etc., por desconhecimento das diferenças entre língua oral e língua escrita. É mais frequente em falantes de variedades linguísticas mais afastadas da língua padrão, o que as leva a escrever, por exemplo, muié para mulher.


b) Erros por supercorreção: ocorrem quando a criança começa a perceber que nem sempre as palavras são escritas do modo como são pronunciadas, havendo alguns desvios sistemáticos entre língua oral e língua escrita, e tenta corrigir os erros de transcrição da fala, escrevendo, por exemplo, pedil para pediu.
c) Erros por desconhecimento das regras contextuais: ocorrem quando a criança deixa de considerar a posição de uma letra ou unidade sonora em relação a outras, como quando escreve pasarinho, por desconhecimento de que a letra s entre vogais tem o som de /z/, ou ainda quando escreve gitarra, por desconhecimento de que a letra g diante de e e i representa som diferente daquele representado quando diante das vogais a, o, ou u.


d) Erros na marcação da nasalização: caracterizam-se pela não diferenciação entre vogais nasais e orais, como na escrita de iteiro (inteiro) ou pela marcação inadequada da nasalização, como na escrita de elefãote (elefante).


e) Erros devidos à concorrência: há palavras cuja escolha da letra apropriada para representar certo fonema depende não de aspectos fonológicos, mas da etimologia ou de aspectos morfológicos. Encontram-se nessa categoria o uso de s ou z entre vogais, o uso de ss ou ç diante de a, o e u, o uso de g ou j diante de e e i, o uso de x ou ch em várias palavras.


f) Erros nas sílabas complexas: ocorrem na escrita de sílabas com estruturas diferentes, que não sejam consoante-vogal, quando observamos escritas como boboleta (borboleta) ou baço (braço). O uso inadequado dos dígrafos nh, lh e ch também pode ser classificado nessa categoria, por exemplo, escrevendo coelo para coelho.


g) Erros por troca de letras: caracterizam-se pela escolha de letra errada para representar determinado som, surgindo escritas como vormiga (formiga). Outras trocas frequentes são entre p/b, t/d, c/g, ou seja, trocas entre consoantes surdas e sonoras.


h) Erros de segmentação: caracterizam-se, na escrita de textos, pela segmentação não convencional das palavras. Segundo Carraher (1985), esses erros são observados em duas categorias, podendo ser resultantes de ausência de segmentação (“aonça”, “tipego”), ou de segmentação indevida (“a migo”, “a legre”).


Texto original: Análise de erros ortográficos em alunos do ensino público fundamental que apresentam dificuldades na escrita (de NOBILE; BARRERA)
<http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&sqi=2&ved=0CCsQFjAA&url=http%3A%2F%2Fperiodicos.pucminas.br%2Findex.php%2Fpsicologiaemrevista%2Farticle%2Fdownload%2FP.1678-9563.2009v15n2p36%2F868&ei=c6KaUbiUJ8Pf0gGOvoDoDA&usg=AFQjCNFx5-LaNgVre4BmuQXSMAAoQF6n7A&sig2=EnIuvGyHZOyt0fTyjwTByQ&bvm=bv.46751780,d.dmQ>

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Atividades Coordenação Motora



Liga pontos na cartolina.Movimentos amplos e coordenados (horizontal e vertical)
Liga pontos movimentos coordenados
 Cartela plastificada de letras com bolinhas.Pintar com dedinho indicador sentido da escrita
 Cartela plastificada com letras pontilhadas .Massinha
Passar o dedinho indicador em cima da letra inicial do seu nome e depois a caneta hidrocor grossa
 
 
 
 
fonte: johanna terapeuta ocupacional

Adaptações para os materiais escolares



A tecnologia assistiva é um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência.
Não deve se voltar unicamente a promover uma habilidade no aluno, fazendo com que ele realize tarefas como as de seus colegas. A TA na educação será o meio pelo qual esse aluno possa fazer do seu jeito e assim ele se tornará ativo no seu processo de desenvolvimento e aquisição de conhecimentos.

Dicas de algumas adaptações de jogos e materiais escolares:

-Jogos Variados


Jogos utilizados em sala de aula também podem sofrer adaptações para que o aluno consiga participar com autonomia.
-Quebra-cabeças com velcro.

-Jogos das cores- confeccionados com tampinhas coloridas, caixa de papelão, papel contact, velcro, folhas coloridas e latas revestidas de cores. O aluno brinca fazendo a correspondência das cores e depois pode explorar outros conceitos como quantidades.

-Jogos de Matemáticas-Tampinhas, cartões plastificados,velcro e desafios matemáticos.


-Jogos estimulam a Leitura e Escrita-confeccionados com cubos de madeira,letras em EVA,tampinhas,figuras,impressas,papelão,contact,velcro.

-Escrita
Caso o aluno se canse muito ou não consiga escrever utilizando o lápis ou a caneta, mesmo, adaptados, poderemos pensar em outras soluções para a escrita.
Levando em conta à habilidade de preensão do aluno e também ao seu controle motor.



-Engrossadores de Lápis
Pode ser feito com espuma macia,emborrachados(EVA),Uma bola de borracha encontrada em farmácias e que faz parte do “sugador de leite.


-Podemos confeccionar engrossadores de lápis, pincéis, giz de cera, rolo para pintura e tubo de cola colorida, utilizando esponja


-Durante a escrita ou desenho é comum quebrar a ponta do lápis. Será que é possível meu aluno fazer a ponta de seu lápis se consegue manejar bem somente uma das mãos?


-Manusear o livro -Para melhor visualizar o texto e as gravuras, em alguns casos, é recomendável colocar o livro na altura dos olhos do aluno, com o auxílio do plano inclinado.


-Separador de páginas-Colando feltro adesivo entre uma página e outra.


-Auxílio para virar a página com velcro-Colar um pequeno velcro em cada pé de página do livro e confeccionar uma luva de dedo, com velcro oposto na ponta. O contato do dedo da luva, com o velcro da folha, facilitará a ação de virar a página.


-Tesoura adaptada com arame revestido exige o movimento de fechar a mão.


-Tesoura adaptada com suporte fixo exige somente o movimento de bater.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Psicopedagogia Clínica X Institucional: diferenças e semelhanças


Ouvimos muito falar sobre a Psicopedagogia, mas sempre fazemos relação com o atendimento clínico. A verdade é que os cursos de Psicopedagogia formam profissionais aptos para trabalhar tanto na área clínica como na institucional; no caso desta última, trata-se de instituições escolar, hospitalar e empresarial.
Existe alguma diferença na atuação do profissional clínico e institucional, ou é apenas uma questão de ambientes diferentes?Existe sim. O Psicopedagogo clínico trabalha em consultório atendendo crianças, jovens ou adultos, com dificuldades de aprendizagem, tendo a parceria de outros profissionais (Pediatra, Neuropediatra, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Psicomotricista, dentre outros) para o caso de haver necessidade de encaminhamento. Neste caso, o profissional atua em uma linha terapêutica, onde diagnostica, desenvolve técnicas remediativas, orienta pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual.
Já o Psicopedagogo institucional dá assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo de ensino-aprendizagem, assim como para prevenção dos problemas de aprendizagem. Utilizando de técnicas e métodos próprios, possibilita a intervenção Psicopedagógica visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar procura construir um espaço adequado às condições de aprendizagem e consequentemente evitando comprometimentos.
Dentre suas atribuições destacam-se:

PARTICIPAÇÃO NA DINÂMICA DAS RELAÇÕES DA COMUNIDADE EDUCATIVA A FIM DE FAVORECER O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E TROCA.


ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS DOS INDIVÍDUOS E GRUPOS.

REALIZAÇÃO DO PROCESSO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL, VOCACIONAL E OCUPACIONAL, TANTO NA FORMA INDIVIDUAL QUANTO EM GRUPO.


CONTRIBUIÇÃO COM AS RELAÇÕES, VISANDO À MELHORIA DA QUALIDADE DAS RELAÇÕES INTER E INTRAPESSOAIS DOS INDIVÍDUOS DE TODA A COMUNIDADE ESCOLAR.


DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS SOCIO-EDUCATIVOS, A FIM DE RESGATAR VALORES E AUTOCONHECIMENTO.

DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES PREVENTIVAS, DETECTANDO POSSÍVEIS PERTUBAÇÕES NO PROCESSO DE ENSINO- APRENDIZAGEM.

Existe alguma semelhança na atuação do profissional clínico e institucional?É claro que existe. Independentemente da área de atuação, o profissional precisa conhecer e compreender como se dá o processo de construção do conhecimento, assim como conhecer as dificuldades de aprendizagem e possíveis formas de intervenção.
Precisa saber até onde pode ajudar e o momento certo para fazer o encaminhamento. Seu trabalho nunca é individual; deve buscar constante aprimoramento.