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domingo, 24 de fevereiro de 2013

EXERCÍCIOS MENTAIS – GINÁSTICA PARA O CÉREBRO !!

ginástica cerebral
Nossa capacidade intelectual é fruto de nossa carga genética, nossas influências ambientais durante a vida e nosso ritmo de vida.
“Vejo muito gente reclamando que seu cérebro não anda mais o mesmo, está desatento, esquecido, com redução da capacidade de raciocínio e da criatividade. A verdade é que o ritmo moderno de vida não propicia contexto adequado para o melhor rendimento cerebral”, ressalta o neurologista Leandro Teles (CRM  124.984)
Segundo o especialista os 2 principais erros que levam a queda do rendimento cerebral são:
1-   Sobrecarga de estímulos = pessoas que fazem várias coisas ao mesmo tempo, dormem menos do que deveriam, estão sempre correndo, tem nível elevado de stress, preocupações e ansiedade.
2-   Falta de treinamento cerebral = muitas pessoas acabem caindo na rotina e automatizando boa parte da atividade mental. O cérebro precisa de desafios, ser tirado da zona de conforto, criar soluções, testar hipóteses, errar, acertar, enfim, aprender durante toda a vida. Isso é conseguido no dia-a-dia buscando sempre atividades intelectuais novas ou mesmo fazendo coisas da rotina de um jeito criativo e diferente. Outro jeito de estimular o cérebro é com jogos e brincadeiras intelectuais, que cumprem de maneira divertida e lúdica, o papel de desafiar, testar e treinar algumas habilidades cerebrais importantes na composição do que chamamos inteligência.
Dr. Leandro Teles aborda alguns exercícios cerebrais simples, intrigantes e consagrados, explicitando as habilidades cognitivas envolvida na realização de cada um deles. Mãos à obra !! É hora de malhar os neurônios:
1-   TESTE DAS CORES
Nesse teste tente ler as cores em que as palavras estão escritas… e não o texto que está escrito.
É um teste de atenção, engajamento e inibição de respostas. O lado esquerdo do cérebro, predominante para linguagem, ao menos sinal de distração, tentará ler o texto. O lado direito, mais viso-espacial, tentará dizer as cores.  Boa Sorte !!
2-   TESTE DO RELÓGIO INVERTIDO
Esse é um difícil teste de adaptação visual. Abaixo temos um relógio invertido no plano horizontal. A imagem é como um relógio de parede disposto na frente de um espelho. O cérebro, tirado da sua zona de conforto, precisará re-inverter mentalmente a imagem para desvendar o horário correto. É um exercício visual e de estratégia. E então, que horas são ?

3-   TESTE DO TEXTO EMBARALHADO
Esse teste é mais fácil e mostra uma fascinante habilidade cerebral. O texto abaixo tem letras embaralhadas, no entanto, nosso cérebro consegue decifrá-lo com uma fluência quase normal. Isso, pois ele não lê letra por letra (como alguns podem pensar) ! Nosso cérebro lê palavras inteiras, quando não frases inteiras. Ele tem um poder de prever o que é escrito, tá um pouquinho na frente do texto e compreende o contexto gramatical que algo é escrito. Faça o teste e surpreenda-se.
4-   TESTE DE RASTREAMENTO
 Esse não é para qualquer um ! O objetivo é ler atentamente o texto abaixo e identificar quantas letras “F” aparecem. Mas não menospreze o exercício, não é tão fácil quanto parece. Nele o cérebro precisa inibir a leitura do todo, do contexto, da palavra e esforçar-se para perceber as letras. O que está escrito não importa, apenas procure e diga quantos “F´s” você lê abaixo (Gabarito logo abaixo) !!
….
Gabarito = Existes seis F´s escondidos nesse texto. Encontrou ? Se não achou volte ao texto e confira !!
5-   ENCONTRE O INTRUSO
Neste teste, a atenção é o fundamental! Em um “mar” de NOVES você precisará encontras DOIS números SEIS. Algumas pessoas mais detalhistas têm muita facilidade nesse exercícios, outros tendem a ver o todo e realmente penam para achar os intrusos.Vamos a luta!
6-   TEXTO COM NÚMEROS
Aqui mais um teste relativamente fácil e simples que mostra todo o poder de improvisação cerebral. Um texto que mescla letras e números e que, ainda sim, pode ser plenamente lido e compreendido. Leia e confira !!
7-   TESTE DO SOLETRAR INVERTIDO
Exercício de complexidade média que exige muita, mas muita concentração. É preciso lembrar a grafia da palavra, inverter a escrita e narrar as letras na sequência correta. Quanto maior a palavra mais difícil fica o exercício. Segue alguns exemplos de complexidade variável logo abaixo.
8-   CONTAS SERIADAS DE CABEÇA
Esse teste é bastante curioso. Faça a conta sequencial proposta abaixo, não use calculadora. Apenas some progressivamente os números e anote o resultado. Depois confira se você acertou com uma calculadora. O cérebro não pode bobear, são dados dinâmicos que ficam registrado apenas mentalmente. Parece fácil, não é? Vamos ver com você se sai então.

 



fonte:http://www.leandroteles.com.br/tag/cerebro/

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Foto: A  ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.

Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

imagem: Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul (Thinkstock)


Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou
que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.
Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

DHA podem melhorar a leitura e o comportamento de crianças em idade escolar

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino unido, descobriram que suplementos diários de ácidos-graxos ômega-3 (DHA) podem melhorar a leitura e o comportamento de crianças em idade escolar.

A equipe recrutou 362 crianças de 7 a 9 anos

de idade saudáveis, mas com dificuldade de leitura que receberam uma dose diária de 600mg de ômega 3.

Os resultados mostraram que aquelas que tinham dificuldades de leitura melhoraram suas capacidades durante os quatro meses de acompanhamento do estudo.
Em média, as crianças que estavam 20% piores em termos de leitura melhoraram nas três primeiras semanas, mais do que o grupo controle que tomou placebo. Aqueles que tinham um nível 10% abaixo melhoraram em 1,9 meses.
A pesquisa sugere que a suplementação com DHA é uma maneira simples e eficaz para melhorar a leitura e comportamento em crianças saudáveis, mas de baixo desempenho.

O DHA é um ácido graxo ômega-3 encontrado em peixes e frutos do mar, mas para o estudo, o composto foi retirado de algas, tornando-o adequado para vegetarianos.

"Nossos resultados mostraram que tomar suplementos diários de ômega 3 melhora o desempenho de leitura e ajuda as crianças a acompanhar o restante da turma", conclui o pesquisador sênior Alex Richardson.

Fonte:Isaude


Foto: Pressmaster/Foto Stock
Óleos derivados de peixe podem melhorar as habilidades de leitura em crianças com baixo desempenho escolar
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente". 
neuróbica
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista. 
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso,
é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.

neuróbica
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?  
Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer". 

21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado; 
6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef; 
neuróbica
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão? 

Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dicas úteis: A MEMÓRIA AO LONGO DA VIDA


A sua memória é decisiva (e insubstituível) na sua vida, desde mesmo antes de nascer. Ela contém todas as aprendizagens que ajudam a desenvolver a sua mente e a permitir a si pensar, aprender, recordar, saber, orientar-se no tempo e no espaço, ser inteligente e muitas outras habilidades e faculdades.

Nascemos com uma memória biológica e vamos depois desenvolvendo outras, três das quais são cruciais: a memória de trabalho (que lhe permite fixar o que acontece e o que faz em cada momento, dando-lhe uma sensação de continuidade no tempo e no espaço); a memória episódica (que regista eventos da sua vida e fazem a sua memória autobiográfica ou existencial) e, finalmente, a memória semântica que guarda os seus conhecimentos académicos, profissionais e outros que ajudam a valorizá-lo.

Da importância da memória ninguém tem dúvidas. Mas se dúvidas houvesse bastaria citar os muitos exemplos de casos em que, por razões diversas, alguém perde parte da sua memória. Um caso extremo é o da doença da Alzheimer, que aparece depois da meia-idade (50/60 anos de idade), em que a degradação da memória vai até ao ponto em que se perde o conhecimento dos familiares, mesmo os mais próximos, e, depois, o conhecimento de si mesmo.

Com o envelhecimento do cérebro, a memória tende a perder-se. Quer na aquisição de novas memórias, quer na recordação das já "guardadas". A memória episódica (recordação de eventos da vida passada) declina com a idade, verificando-se também uma perda de vitalidade da memória de trabalho (aquela que usamos a todo o momento para realizarmos as nossas tarefas diárias).

Dado que o hipocampo (uma área do cérebro que participa na formação e preservação das memórias de longo prazo) é muito sensível ao envelhecimento, são aquelas memórias as primeiras a serem afectadas. Já a memória semântica (a dos conhecimentos apreendidos ao longo da vida) resiste melhor tal como a memória processual (relacionada com aprendizagens automatizadas pela experiência como "andar de bicicleta").

COMO PODEMOS PRESERVAR A MEMÓRIA?
Não se conhecem milagres nesta matéria mas devemos reconhecer que há uma variedade de intervenções que ajudam a manter a memória afastada dos assaltos do envelhecimento. Um estilo de vida saudável e ativo é o primeiro grande conselho. O cérebro é um órgão que também sofre os muitos danos que uma vida atribulada e/ou desequilibrada pode causar no corpo. O stress desgasta-o. O sono não dormido lentifica-o. A má alimentação retira-lhe nutrientes vitais. O álcool, o tabaco e as drogas envelhecem-no prematuramente.

Por outro lado, por que é que as pessoas com mais educação (ou mais cultas) têm melhor memória? Pois é. A resposta serve de dica: usar o cérebro ativamente, exercitando-o com leituras, informar-se, estar a par do que acontece no mundo, aprender coisas novas, dedicar-se a resolver enigmas (há muitos jogos à venda) são dicas fantásticas. Pode também fazer exercícios mentais (desde que não sejam sempre os mesmos) que "musculam" a memória.

Finalmente, exercite a concentração. Evite o pensamento acelerado. Uma boa capacidade de atenção favorece a memorização. Muitas pessoas que se queixam de ter dificuldade em memorizar assuntos novos simplesmente andam cansadas e distraídas.

Muitas memórias ficam guardadas no inconsciente. Deriva de um fenómeno descrito por Cury (1998) como RAM (registo automático da memória). Elas ficam no chamado "cérebro oculto" e influenciam muitas das nossas decisões. Assim, sugiro que faça uma boa administração da sua memória. Será suficiente para ter uma boa memória por muitos e muitos anos!

Mais dicas, peça a:
neurobica.porto@institutodaonteligencia.net ou
neurobica.porto@gmail.com

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você

Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta semana. Tem preconceitos sobre todos os assuntos (por mais que ache que não). Toma decisões irracionais, que vão contra os seus interesses. Você não está no controle da própria mente. Mas não se preocupe: você é normal. Não é maluco e possui um cérebro perfeito, como o de qualquer outra pessoa. Só que ele inventa coisas para iludir você. Não é por mal. É só uma maneira de economizar energia.
O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 100 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz.
Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.
O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto.
O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária. Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu.
Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro. O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro. Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo.
As mentiras invadem a razão
Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.
Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro.
Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?". De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20.
Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional. Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.
Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase.
Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado. Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma.
Ele está no controle
As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão.
"O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta. É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.
PARA SABER MAIS
Como a Mente Funciona
Steven Pinker, Companhia das Letras, 1998.
Thinking, Fast and Slow
Daniel Kahneman, Farrar, Straus and Giroux, 2011.

Fonte:http://neurocurso.com/neuronews/noticia/842/descubra-as-mentiras-que-o-seu-cerebro-conta-para-voce

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como usar bem a memória!

1º Se tiver de estudar algo, faça-o por partes e intervale. Depois repita a leitura nos dias seguintes e faça revisões regularmente. O estudo intercalado por períodos de descanso ajuda a memorização.
2º Para se lembrar de algo esquecido faça associações - links mentais - usando palavras-chave ou imagens que vão levá-lo à recordação que quiser.
3º Faça exercício físico. Ele ajuda os mecanismos da memória (verdade científica).
4º Excesso de informação pode prejudicar a sua memória. Separe as coisas, dê tempo para o seu cérebro descansar e processar novas informações.
5º Durma bem e o tempo necessário. É durante o sono que o cérebro trabalha as memórias. Com défice de sono, a sua concentração diminui, a sua memória funciona mal e a sua inteligência fica longe do seu melhor.
6º Ter peso a mais ou gordura nociva a mais no corpo eleva os índices de insulina no organismo e afecta o trabalho do cérebro.
7º Divirta-se, use a sua mente para ler, levar uma vida social activa e feliz: a sua memória manter-se-á em bom funcionamento até ao fim de seus dias.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

7 Memórias do Ser Humano


O processo de memória humano é considerado o motor central da aprendizagem. Sem ele não poderíamos fazer novas aprendizagens nem ter acesso ao já aprendido, como o eu acontece com os casos de amnésia. Actualmente conhecem-se vários tipos de memória, muito distintos no processamento, função e área do cérebro associada.
Existem vários processos de memória, fundamentais ao funcionamento do humano normal, e sem eles não conseguiríamos fazer a nossa vida normal. A memória influencia inúmeros processos mentais complexos, como a linguagem, a escrita, a inteligência, a criatividade, etc.
A memória mais popular é a memória episódica, representa onde todas as nossas experiências ficam guardadas. Porém existem outros tipos, igualmente importantes de memória:
Memória sensorial – Onde o processo de interação com o mundo começa, é a capacidade de os nossos sentidos visuais e auditivos perceberem a informação, de forma a existir continuidade à nossa perceção. Esta memoria é muito rápida (menos de segundo), escapando muitas vezes, à nossa consciência.
Memória a curto prazo – Também chamada memória de trabalho, refere-se à informação relevante unicamente para o momento atual, porem irrelevante a longo prazo. As ordens do chefe ou as tarefas que fogem à rotina. Esta pode durar entre segundo a horas. E
Memórias semânticas – É a memória responsável por arquivar a nosso conhecimento da realidade traduzido em palavras. A maioria dos casos de amnésia não é afetada, visto isto, podemos esquecer quem somos, mas sabemos que a mesa chama-se “mesa” ou que o gato chama-se “gato”.
Memória episódica – Refere-se a onde guardamos toda a nossa experiência de vida. Lembrarmos de momentos passados deve-se à memória episódica. É a principal responsável por novas aprendizagens. Vendo ou vivendo algo uma vez, podemos ter acesso a ele as vezes que desejarmos.
Memória processual – Onde guardamos, as aprendizagens mais ou menos automáticas, fugindo à consciência. Essencialmente aptidões e processos motores, como escrever ou andar de bicicleta. Ninguém pensa na sequencia de movimentos que temos de executar, para que consigamos andar de bicicleta, nem se consegue descrever através de palavras como se faz. É algo automático, que foge à nossa consciência, por isso não precisamos de pensar para fazer. Alguns autores defendem ainda uma memória muscular, como a sequencia de movimentos musculares na elaboração de determinada tarefa, como lançar uma bola, fazer uma drible, etc.
Memoria visual/auditiva – Capacidade de retermos imagens ou sons a longo prazo. Especialmente desenvolvida em artistas, pintores, desenhadores ou músicos e cantores. Não é difícil identificar uma imagem ou som conhecido, porém é essencial uma boa memoria visual/ auditiva para conseguir reproduzir.
Memória Priming – Também chamada de memória de representação perceptual. Descoberta à umas décadas, e utilizada essencialmente nas neurociências. A memória Priming refere-se à rede de conhecimento, que o nosso cérebro ativa perante um estímulo, seja ele palavra, som, imagem, etc. Representa tudo o que associa-mos a determinado estimulo captado pelos nossos sentidos.
Sendo assim a memória é essencial na aprendizagem. Ela está presente na aquisição, manutenção e aperfeiçoamento de competências. Por isso, melhore a sua memória e melhorará muitas outras capacidades e competências. A memória está implicitamente relacionada com processos, como a linguagem, imaginação, criatividade, inteligência, etc. Exercite e cuide a sua memória, ela tornará uma pessoa melhor e mais competente.
 por: Psicologia Free 
Qual é a sua “memória” mais desenvolvida? Tem boa memória

quinta-feira, 24 de maio de 2012

“Changing Brains” (Cérebros em Mudança)

http://www.aprendercrianca.com.br/informacao/noticias-do-cerebro/%E2%80%9Cchanging-brains%E2%80%9D-cerebros-em-mudanca

Produzido pela Professora Helen J. Neville, Diretora do Laboratório de Desenvolvimento do Cérebro da Universidade de Oregon (EUA) e uma das maiores autoridades mundiais em desenvolvimento e neuroplasticidade, “Cérebros em Mudança” é um programa científico para não cientistas com informações valiosas e recomendações práticas baseadas em evidências científicas para todos Educadores. O tema central do programa é a influência das experiências vividas na modelagem do cérebro humano, seu desenvolvimento e habilidades. O programa começa com uma introdução sobre o cérebro adulto, seguida por nove outros vídeos que abordam funções cerebrais de maior importância como a visão, audição, sistema motor, atenção, linguagem, leitura, matemática, música, emoções e aprendizado. Nessa edição do NC disponibilizamos gratuitamente os dois primeiros vídeos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A concentração


 SOBRE A CONCENTRAÇÃO
A atenção é uma forma de interacção com o mundo... interno e externo da pessoa (corpo e ambiente).

Já a concentração é a manutenção das condições da atenção por algum tempo mais ou menos longo, segundo o exija a situação.

A concentração exige esforço neurofisiológico, consciente e orientado para algo específico.

A atenção pode ser voluntária e selectiva (exemplo: quando estudamos algo). A atenção também pode ser automática após treino apropriado. (exemplo: quando realizamos algo que aprendemos após treino intenso, como andar de bicicleta ou
executar outras actividades que já não exigem esforço consciente. A memória processual actua nestas situações).

A passagem da atenção voluntária e esforçada para a atenção automática faz-se através do treino e da repetição.

Numa primeira fase estamos concentrados selectivamente na tarefa; depois, certas áreas do cérebro vão registando o processo e gradualmente diminuimos a necessidade de esforço; segue-se a aprendizagem e o controlo realizado pela memória processual (automática).

Importante neste processo é a CAPACIDADE ATENCIONAL.
A nossa atenção tem limites. Não podemos centrar-nos
em muitos alvos ao mesmo tempo. Excesso de estímulos e distrações desviam a atenção.

Falta de motivação, ansiedade, stress e estados depressivos dificultam também o exercício pleno da atenção e da aprendizagem.

Um outro elemento deve ser considerado: A ACTIVAÇÃO ou ALERTA ATENCIONAL.

Considera-se que a atenção atinge o seu nível ótimo quando a activação (ou estimulação) está também no seu nível óptimo (um nível baixo de activação estreita o campo da atenção).

Chama-se PONTO DE CONCENTRAÇÃO o nível óptimo de atenção atingido com menor esforço e maior rendimento.

Os "lobos frontais" do denominado "cérebro executivo" (ver foto) são responsáveis pela gerência da ATENÇÃO e suas qualidades.

Nelson S Lima



O papel dos genes no desenvolvimento cerebral

O desenvolvimento cerebral
Sabe-se, actualmente, que o meio e as experiências de vida moldam a estrutura cerebral. Ou seja, o desenvolvimento do cérebro é um processo "dependente da experiência". Daniel Siegel, psiquiatra e professor na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, é perentório: "(...) a experiência activa certos percursos no cérebro, fortalecendo ligações existentes e criando outras novas". Isto é particularmente impressionante nos primeiros anos de vida. Inclui a estimulação a que a criança seja sujeita e a natureza dos relacionamentos interpessoais.
Como diz Daniel Siegel, "os genes contêm as informações para a organização geral da estrutura do cérebro mas a experiência determina quais os genes que se expressam, como e quando". Ora, o que acontece à criança no começo da sua vida tem um impacto tremendamente importante na sua mente.
Esse impacto resulta de alterações no cérebro, em particular: o crescimento dos neurónios, mais exactamente dos axónios (filamentos que ligam os neurónios uns aos outros); o estabelecimento de novas ligações entre os neurónios; o crescimento da mielina ao longo dos axónios (melhorando o funcionamento dos neurónios); etc.
Sendo o cérebro um sistema muito complexo constituído por biliões de neurónios e outras células (neuroglias, etc.) ligados uns aos outros, o seu desenvolvimento vai depender não apenas do que está determinado geneticamente mas sobretudo pelas actividades e experiências a que for sujeito. Um cérebro passivo, pouco estimulado, conduz à perda de capacidades. Um cérebro estimulado, que vivencie diferentes actividades, torna-se mais rápido, flexível e mais inteligente.


Qual é o papel dos genes?
No cérebro, os genes codificam a informação em relação a como os neurónios devem crescer e realizar as ligações uns com os outros. São processos que estão pré-programados mas dependentes da experiência. A experiência aqui trata-se de estimulação.
Os genes possuem duas grandes funções: contêm "informação" que passará para a geração seguinte e retiram informações codificadas no ADN (determimando quais a proteínas a ser sintetizadas). O processo de retirar informações do ADN chama-se "transcrição" e é directamente influenciado pela experiência/estimulação.
Assim, os genes não actuam sozinhos. Eles interagem com o ambiente. Então, o que se conclui é que a hereditariedade e a experiência/estimulação interagem no desenvolvimento da pessoa. Isto é tão importante que, diz o dr. Siegel, "o próprio comportamento altera a expressão genética, que depois cria o comportamento". Citando outro autor, M. Rutter, "a experiência, a expressão dos genes, a actividade mental e as interacções continuadas com o meio (experiência) estão intimamente ligadas num conjunto transaccional de processos".
A mente inteligente resulta pois não apenas dos genes, da hereditariedade. Há mais factores presentes, de natureza dinâmica, que devem ser considerados. Não apenas nos primeiros anos de vida mas ao longo de toda a vida. Isso faz apelo à optimização cerebral a qual inclui também a afectividade, a alimentação, a higiene, o estilo de vida, os cuidados parentais, a educação, etc

Como manter o cérebro flexível e jovem!

NEUROPLASTICIDADE
Como manter o cérebro flexível e jovem!

O que pode fazer o seu cérebro evoluir? E o que pode fazê-lo retroceder?

O que faz o cérebro evoluir é a estimulação, seja através do confronto com novos desafios seja através de novas aprendizagens. Por isso é que a educação tem um papel determinante.

Uma educação pobre em estímulos e novidades não ajuda a desenvolver o cérebro, impe...dindo a proliferação de ligações entre os neurónios e até o nascimento de novas células, sobretudo nos primeiros anos de vida.

Ao longo da vida, o cérebro pode evoluir sempre em função da experiência. Cada nova aprendizagem é favorável ao cérebro pois dá-lhe agilidade, flexibilidade e abertura mental. Isto deve-se ao fato do cérebro beneficiar do que se chama "neuroplasticidade" (capacidade de ser expansivo e dinâmico, possibilitando novas ligações entre as células nervosas).

MECANISMOS DA ATENÇÃO

O que é a "intencionalidade"?
A intencionalidade da nossa atenção está relacionada a vontade e a motivação. Distinguem-se duas formas: a atenção espontânea e a atenção voluntária.

A ATENÇÃO ESPONTÂNEA, como o próprio... nome diz, resulta da nossa tendência natural para orientarmo-nos espontaneamente para os estímulos sensoriais e sensitivas necessárias à nossa adaptação à realidade, sem que para tal haja necessidade imperiosa da consciência. Exemplos: atenção ao andar, ao mastigar antes de engolir, desviar de obstáculos para não cair, atenção ao manusear objectos, etc.

A ATENÇÃO VOLUNTÁRIA é aquela que já exige um certo esforço mental para um determinado fim. Esta actividade psíquica permite que os alvos da atenção permaneçam mais ou menos tempo no campo da consciência. Prestar atenção a uma aula ou um programa de televisão são bons exemplos.

Note-se que os ESTADOS EMOCIONAIS participam inegavelmente na direcção da atenção voluntária. Se gostarmos de algo prestaremos mais atenção. Se não gostarmos, tenderemos a distrair-nos e o esforço será maior para nos mantermos concentrados.

AS DIFICULDADES DE ATENÇÃO e de concentração podem estar relacionadas com muitos problemas, desde os neurológicos (ex: hiperatividade) aos psicológicos (falta de motivação, síndrome do pensamento acelerado, etc.) e aos ambientais (ruídos, movimentos, etc.).

Nelson S. Lima