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domingo, 27 de outubro de 2013

Atenção e Funções Executivas


A atenção é um processo cognitivo que desempenha um papel fundamental no direcionamento cognitivo do usuário para um alvo, intensificando o foco. Ela é a base para que diversos processos mentais funcionem adequadamente, sejam eles processos “puramente cognitivos” (processos frios) ou emocionais (processos quentes).

A atenção é uma função executiva. Em termos cognitivos, as funções executivas são uma categoria de processos cognitivos especializados e auto-reguladores, desempenhados pelo lobo pré-frontal, necessários para lidar-se com situações dinâmicas e ambíguas que envolvam relacionamento social e exijam conduta socialmente adequada (moralmente regulada por regras sociais, que podem ser implícitas, ou seja, não precisam estar expostas ou documentadas).

Se usarmos a metáfora empresarial para falarmos sobre o ser humano, podemos dizer que as funções executivas são o diretor-chefe de uma empresa, regulando todos os processos, orientando os caminhos a tomar e mantendo os colaboradores (ou as outras partes do corpo/ cérebro) focados nas suas funções.Assim, ter um bom funcionamento executivo é a base para dosar adequadamente o quanto de emoção, impulsividade e racionalidade virão à tona em processos de tomada de decisão.

- As principais funções executivas “básicas” são:

- atenção (seletiva, concentrada e difusa);
- memória de trabalho;
- controle inibitório (contenção dos impulsos);
- auto-regulação (inclusive emocional)
- Metacognição (capacidade de raciocinar sobre o próprio conhecimento cognitivo).

Essas funções executivas básicas são a base para a estruturação de processos executivos mais complexos como:

- planejamento (requer alto grau de atenção, memória de trabalho, adequado controle inibitório e auto

-regulação, além de uma habilidade metacognitiva aguçada);

- tomada de decisão (também requer o uso de todas as habilidades acima citadas);
- flexibilidade cognitiva (considerar diversos pontos de vista, aprender rapidamente e mudar de estratégia quando as estratégias previamente aprendidas já não surtem mais o efeito desejado);
- manutenção do foco e persistência ao alvo (capacidade de manter “na sua mente”, por períodos que podem ser relativamente longos, o seu objetivo e persegui-lo, mesmo que precise mudar de estratégias e fazer novas re-avaliações e planejamentos).

A atenção, peculiarmente, pode influenciar o desempenho tanto das funções executivas básicas quanto as complexas. Por exemplo, o grau de atenção destinado a um assunto acabará influenciando na quantidade de informação relevante selecionada e fixada na memória e, ainda, a habilidade de resgatar essas informações em momentos adequados (memória de trabalho). A atenção seletiva ajudará a selecionar os estímulos relevantes e ignorar os estímulos supérfluos ao planejamento e processos decisórios.

A manutenção da atenção em um foco possibilitará a concentração e, conseqüentemente, ampliação do foco e importância destinada ao processo alvo.

Então, eu pergunto: O mundo moderno tem nos ajudado a prestar mais atenção nas coisas, a selecionar estimulos relevantes e a focar? Ou tem contribuido para trocarmos a todo o momento o foco de atenção, pois tudo é novidade e interessante e precisamos estar cada vez mais antenados?Eh, para contribuirmos no processo educacional dar novas gerações, talvez teremos que voltar e treinar o processo cognitiva mais básico e primitivo (primitivo sim, da época em que éramos “homem das cavernas”):

Atenção!

- Dar atenção
- Prestar atenção
- Doar atenção
(Fonte: Psicologia & Cognição)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

EXERCÍCIOS MENTAIS – GINÁSTICA PARA O CÉREBRO !!

ginástica cerebral
Nossa capacidade intelectual é fruto de nossa carga genética, nossas influências ambientais durante a vida e nosso ritmo de vida.
“Vejo muito gente reclamando que seu cérebro não anda mais o mesmo, está desatento, esquecido, com redução da capacidade de raciocínio e da criatividade. A verdade é que o ritmo moderno de vida não propicia contexto adequado para o melhor rendimento cerebral”, ressalta o neurologista Leandro Teles (CRM  124.984)
Segundo o especialista os 2 principais erros que levam a queda do rendimento cerebral são:
1-   Sobrecarga de estímulos = pessoas que fazem várias coisas ao mesmo tempo, dormem menos do que deveriam, estão sempre correndo, tem nível elevado de stress, preocupações e ansiedade.
2-   Falta de treinamento cerebral = muitas pessoas acabem caindo na rotina e automatizando boa parte da atividade mental. O cérebro precisa de desafios, ser tirado da zona de conforto, criar soluções, testar hipóteses, errar, acertar, enfim, aprender durante toda a vida. Isso é conseguido no dia-a-dia buscando sempre atividades intelectuais novas ou mesmo fazendo coisas da rotina de um jeito criativo e diferente. Outro jeito de estimular o cérebro é com jogos e brincadeiras intelectuais, que cumprem de maneira divertida e lúdica, o papel de desafiar, testar e treinar algumas habilidades cerebrais importantes na composição do que chamamos inteligência.
Dr. Leandro Teles aborda alguns exercícios cerebrais simples, intrigantes e consagrados, explicitando as habilidades cognitivas envolvida na realização de cada um deles. Mãos à obra !! É hora de malhar os neurônios:
1-   TESTE DAS CORES
Nesse teste tente ler as cores em que as palavras estão escritas… e não o texto que está escrito.
É um teste de atenção, engajamento e inibição de respostas. O lado esquerdo do cérebro, predominante para linguagem, ao menos sinal de distração, tentará ler o texto. O lado direito, mais viso-espacial, tentará dizer as cores.  Boa Sorte !!
2-   TESTE DO RELÓGIO INVERTIDO
Esse é um difícil teste de adaptação visual. Abaixo temos um relógio invertido no plano horizontal. A imagem é como um relógio de parede disposto na frente de um espelho. O cérebro, tirado da sua zona de conforto, precisará re-inverter mentalmente a imagem para desvendar o horário correto. É um exercício visual e de estratégia. E então, que horas são ?

3-   TESTE DO TEXTO EMBARALHADO
Esse teste é mais fácil e mostra uma fascinante habilidade cerebral. O texto abaixo tem letras embaralhadas, no entanto, nosso cérebro consegue decifrá-lo com uma fluência quase normal. Isso, pois ele não lê letra por letra (como alguns podem pensar) ! Nosso cérebro lê palavras inteiras, quando não frases inteiras. Ele tem um poder de prever o que é escrito, tá um pouquinho na frente do texto e compreende o contexto gramatical que algo é escrito. Faça o teste e surpreenda-se.
4-   TESTE DE RASTREAMENTO
 Esse não é para qualquer um ! O objetivo é ler atentamente o texto abaixo e identificar quantas letras “F” aparecem. Mas não menospreze o exercício, não é tão fácil quanto parece. Nele o cérebro precisa inibir a leitura do todo, do contexto, da palavra e esforçar-se para perceber as letras. O que está escrito não importa, apenas procure e diga quantos “F´s” você lê abaixo (Gabarito logo abaixo) !!
….
Gabarito = Existes seis F´s escondidos nesse texto. Encontrou ? Se não achou volte ao texto e confira !!
5-   ENCONTRE O INTRUSO
Neste teste, a atenção é o fundamental! Em um “mar” de NOVES você precisará encontras DOIS números SEIS. Algumas pessoas mais detalhistas têm muita facilidade nesse exercícios, outros tendem a ver o todo e realmente penam para achar os intrusos.Vamos a luta!
6-   TEXTO COM NÚMEROS
Aqui mais um teste relativamente fácil e simples que mostra todo o poder de improvisação cerebral. Um texto que mescla letras e números e que, ainda sim, pode ser plenamente lido e compreendido. Leia e confira !!
7-   TESTE DO SOLETRAR INVERTIDO
Exercício de complexidade média que exige muita, mas muita concentração. É preciso lembrar a grafia da palavra, inverter a escrita e narrar as letras na sequência correta. Quanto maior a palavra mais difícil fica o exercício. Segue alguns exemplos de complexidade variável logo abaixo.
8-   CONTAS SERIADAS DE CABEÇA
Esse teste é bastante curioso. Faça a conta sequencial proposta abaixo, não use calculadora. Apenas some progressivamente os números e anote o resultado. Depois confira se você acertou com uma calculadora. O cérebro não pode bobear, são dados dinâmicos que ficam registrado apenas mentalmente. Parece fácil, não é? Vamos ver com você se sai então.

 



fonte:http://www.leandroteles.com.br/tag/cerebro/

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Síndrome X Frágil


A Síndrome X Frágil (SXF), também conhecida como Síndrome Martin-Bell, é uma doença genética considerada a causa mais comum de retardo mental herdado, com uma incidência estimada em 1/4000 homens e 1/6000 mulheres.

Essa síndrome ocorre em virtude de uma mutação no gene FMR1 (Fragile Mental Retardation 1), localizado no cromossomo X. Os homens afetados por essa síndrome a apresentam em grau moderado; enquanto as mulheres a apresentam em grau leve, podendo ter o funcionamento mental normal.

A Síndrome X Frágil é mais frequente no homem, talvez porque ele possua apenas um cromossomo X. Portanto, sendo esse X defeituoso, não haverá outro X sadio para compensar, como ocorre na mulher, que tem dois cromossomos X.

As pessoas afetadas por essa síndrome apresentam algumas CARACTERÍSTICAS FÍSICAS que podem se tornar mais evidentes após a PUBERDADE, são elas:

- Face alongada;
- Orelhas grandes e em abano;
- Mandíbula proeminente;
- Testículos aumentados (macrorquidia).

ALGUNS INDIVÍDUOS PODEM APRESENTAR AINDA ALGUMAS CARACTERÍSTICAS, COMO:

- Hipotonia muscular;
- Comprometimento do tecido conjuntivo;
- Pés planos;
- Palato alto;
- Prolapso da válvula mitral;
- Prega palmar única;
- Estrabismo;
- Escoliose;
- Calosidade nas mãos (decorrente do hábito de morder as mãos);
- A característica mais significativa de uma pessoa afetada por essa síndrome é o atraso no desenvolvimento, mas é IMPORTANTE LEMBRAR QUE OS GRAUS DE DEFICIÊNCIA DAS CRIANÇAS PORTADORAS DA SÍNDROME X FRÁGIL SÃO MUITO VARIADOS.


Os indivíduos portadores dessa síndrome podem apresentar algumas CARACTERÍSTICAS COGNITIVAS, como:

- Excelente memória;
- Bom vocabulário;
- Habilidade para leitura;
- Facilidade na identificação de sinais gráficos e logotipos;
- Uso de jargões e frases de efeito;
- Seguem instruções ao “pé da letra”;
- Fala repetitiva;
- Podem dar importância a aspectos irrelevantes;
- Ecolalia (repetição de fonemas).

O DIAGNÓSTICO
dessa síndrome é feito através de exame citogenético (cariótipo). É importante lembrar que se for diagnosticada a Síndrome X Frágil, os outros membros da família também deverão se submeter ao exame.

O TRATAMENTO
da Síndrome X Frágil consiste em terapias especiais e estratégias de ensino que ajudam as pessoas afetadas por essa síndrome a aumentarem o seu desempenho. Uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, neurologistas, e outros profissionais, tanto da saúde como da educação, devem fazer o acompanhamento do indivíduo acometido por essa síndrome.


Por Paula Louredo
Graduada em Biologia
fonte: http://www.brasilescola.com/biologia/sindrome-x-fragil.htm

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

E-Aulas USP!!!

Pessoal, a USP lançou um site com videoaulas online em diversas áreas!! E o mais importante, é grátis!!!!!
Vale a pena conferir....
Na área de Pedagogia há várias aulas sobre neurociências...

http://www.eaulas.usp.br/portal/home.action

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Terapia de processamento auditivo




Decodificação:
Deverá enfatizar o treino das habilidades auditivas de consciência fonológica (análise e síntese) associada à leitura e o treino dos aspectos de discriminação de freqüência, intensidade e duração de sons não-linguísticos e de sons verbais.

Codificação:
Deverá enfatizar o treino da compreensão de linguagem no ruído (figura-fundo) e o treino de cada canal auditivo separadamente, utilizando tampão auricular.

Organização:
Treinar predominantemente memória para sons em seqüência. Utilizar sons verbais visando à seqüência lógico-temporal de um texto. Usar sons não verbais visando à prosódia da fala.


O processo de intervenção não possui uma ordem seqüencial de treino preestabelecida.

Atividades:

1)   Duração de 10 a 20 min. Material: um lenço de pano. Objetivo: desenvolver o processamento auditivo e a memória. Organização: os participantes formam um círculo, ficando um deles no centro, com os olhos vendados. Desenvolvimento: o animador caminha ao redor do círculo e toda vez que tocar em alguém, aquele que foi tocado perguntará: Quem é? Quem estiver no centro, com os olhos vendados, terá que adivinhar o nome do participante que falou. Se não adivinhar, o participante que falou passa a ocupar o lugar dele no centro do circulo. Mas se reconhecer a voz e pronunciar o nome do companheiro mantém seu lugar e a brincadeira recomeça.


2)   Duração 15 minutos. Material: giz ou equivalente pra traçar uma linha no chão; dois cartazes: em um escrito a palavra rio e em outro a palavra ribeira. Objetivos: desenvolver a orientação espacial; desenvolver o processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas predominantes tais como a atenção e o reconhecimento de palavras com extensão diferentes. Organização: traça-se uma linha bem visível no chão. Um dos lados da linha será o rio, onde será colocado o cartaz correspondente no chão, e o outro, ribeira, onde coloca-se o outro cartaz. Os participantes colocam-se em fila indiana, do lado da ribeira, junto à linha divisória. Desenvolvimento: o animador vai alterando arbitrariamente as palavras rio, ribeira..., devendo os participantes deslocarem-se, saltando com ambos os pés, para o lado indicado. Quem se enganar ou pisar sobre a raia, sai do jogo. O ultimo que ficar será o vencedor. Pode-se tornar o jogo mais difícil, fazendo com que os participantes pulem num pé só ou que coloquem a mão na nuca. Se perderem o equilíbrio ou soltarem a mão terão que sair do jogo.


3)   Duração de 10 a 20 minutos. Objetivo: desenvolver o processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas predominantes atenção, memória e o reconhecimento de palavras. Organização: os participantes dispõem-se em círculo, sentados, deixando um lugar vago. Cada qual escolhe para si o nome de uma fruta ou verdura e esta escolha deve ser feita em conjunto. As crianças podem escrever os nomes das frutas e verduras em papéis, lendo-os em seguida e sorteando-os. Os nomes podem ser colocados na forma de crachás. Desenvolvimento: o animador conta que foi a uma quitanda e lá conheceu o Sr. Joaquim que lhe perguntou o que desejava e ele foi enumerando uma lista de verduras e frutas com as respectivas quantidades. Cada vez que o animador menciona uma fruta ou verdura, o participante que tiver o mesmo nome deve ocupar o lugar que estiver vago; aquele que se enganar ou demorar sai do jogo. Observação: é preciso ter cuidado de reconstituir o círculo toda vez que necessário, de maneira que não fique mais de um lugar vago. A atividade pode começar lentamente e ser acelerada aos poucos.


4)   Duração 15 minutos. Material: um apito. Objetivo: propiciar o desenvolvimento do processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas predominantes a atenção e o reconhecimento de sons não verbais com variação de intensidade (forte versus fraco), duração (curto versus longo) e freqüência (número de vezes). Organização: os participantes colocam-se em fila, separados por uma distancia de um metro. O professor ou terapeuta deve ter um apito. Desenvolvimento: quando o animador apitar uma vez, os participantes deverão dar um passo pra frente. Se apitar duas vezes, o passo será pra trás. Quem se atrapalhar sai do jogo. E assim prossegue sucessivamente até restar um só que será o vencedor. Observação: pode-se variar a atividade acrescentando saltos para os lados ou outros movimentos e as opções de apresentação do som já descritas.


5)   Duração de 5 a 10 minutos. Material: cadeiras. Objetivo: estimular a atenção; desenvolver o processamento auditivo. Organização: dispõem-se as cadeiras formando uma roda, colocando-se uma a menos que o total de participantes. Desenvolvimento: todos em pé, inicia-se o percurso ao redor das cadeiras, sem tocá-las. A movimentação deve ocorrer ao som de uma música, cantada pelas crianças com variação de velocidade, sendo que, em músicas mais rápidas as crianças deverão andar mais rápido e, em mais lentas, o oposto. Ao sinal do professor, cada qual procura sentar-se na cadeira mais próxima. Quem não conseguir sai do jogo.


6)   Duração 20 minutos. Material: giz para traçar círculos no chão. Objetivo: desenvolver o processamento auditivo; treinar habilidades auditivas associadas com habilidades visuais. Organização: os participantes escolhem ou recebem nomes de animais, escrevendo e/ou lendo os diferentes nomes, sentam-se ao acaso no chão (a floresta) Desenvolvimento: o caçador percorre o lugar em todas as direções e vai chamando os animais. O integrante nomeado deve apessar-se a tomar a posição atrás do professor. O passeio dos animais, quando designados pelo caçador pode ser feito por exercícios os mais variados: corridas, saltos etc.


7)   Duração de 12 a 40 minutos, conforme o número de participantes. Material: um lenço, um pacote de balas, folhas ou pedaços de papel. Objetivo: desenvolver o processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas predominantes como a atenção e a localização sonora. Organização: os participantes sentam-se formando um círculo. O professor coloca uma venda nos olhos de um deles, em seguida transporta para algum lugar, por ele ignorado, o pacote de balas, que deverá estar envolvido em papel grosso, de tal maneira que seja difícil desembrulhar sem fazer ruídos. Desenvolvimento: a um sinal do professor um dos participantes, indicado ao acaso, deixa seu lugar e aproxima-se silenciosamente do pacote de balas. Se conseguir abri-lo sem fazer barulho, tem direito a comer uma bala e ganha três pontos. O participante que fez o papel de sentinela toda vez que ouvir algum barulho grita “alto” e indica a direção onde acredita estar o ladrão. Se acertar, o companheiro que faz o papel de ladrão é eliminado e a sentinela ganha três pontos. Escolhe-se nova sentinela e outro participante para o papel de ladrão e a brincadeira continua. Pode-se dividir os participantes em duas equipes e, neste caso, os pontos ganhos serão distribuídos às respectivas equipes.


8)   Objetivos: percepção auditiva analítico-sintético não verbal; ampliação do vocabulário. Material: gravador e fita cassete com sons relacionados a situações contextualizadas. Método: o professor apresenta aos alunos várias seqüências sonoras (em média três estímulos por seqüências), representando determinadas situações. As crianças separadas em grupos, deverão recompor em todo as partes sonoras apresentadas, marcando pontos para seu grupo. Exemplo: buzina, motor de carro e carro freando = rua; telefone, máquina de escrever e impressora = escritório.


9)   Objetivos: ampliação do vocabulário; percepção auditiva/rima, introdução à noção de prefixo e sufixo. Método: a criança deve inventar palavras que tenham em comum o sufixo ou o prefixo da palavra selecionada; por exemplo: com base em “infeliz” e “livraria” ela faz outras associações, formando palavras como insensível, inativo, indiscreto/carpintaria, papelaria, mercearia, sapataria.

10)                    Objetivos: desenvolver a memória auditiva verbal; desenvolver o gosto pela leitura e escrita; percepção auditiva de figura-fundo; promover o aumento do vocabulário. Método: formular histórias com as crianças em que o início é dado e cada criança contribui com uma parte da história. Ao terminar, a história deverá ser lida para as crianças pelo professor. A atividade deverá ser realizada com mensagem verbal competitiva (música, barulho de rua etc.). Deve-se chamar a atenção da criança para o som do fundo.

11)                    Objetivos: desenvolver a memória auditiva verbal; desenvolver ritmo; ampliação do vocabulário; introdução de prefixo e sufixo. Método: a partir de um inventário de palavras realizado pela criança e/ou de um texto escrito, o professor seleciona uma palavra em que aparece um prefixo e/ou um sufixo. O professor orienta as crianças a construírem a “família da palavra” (por exemplo, a palavra pedrinha permite que a criança reconstitua a “família”: pedra/pedreira/pedreiro/pedregulho/pedraria...). Cada aluno deverá repetir a seqüência correta de palavras e acrescentar um novo elemento, marcando cada sílaba de palavras com palmas.

12)                    Objetivos: estimular a linguagem oral; estimular a memória auditiva. Método: o professor narra o enredo de uma história. Por exemplo: João hoje saiu de manhã e... Cada aluno, por ordem, deverá repetir o que foi dito e colocar mais alguma coisa que complemente a história, imediatamente. O professor dirá que a história deverá ser memorizada. Após completar a história (ou o número de crianças), o professor fará a interpretação da mesma com as crianças.

13)                    Objetivos: identificar estímulos sonoros; desenvolver a memória auditiva; treino monoaural e binaural para mensagens verbais; desenvolver a produção oral. Material: texto para leitura (histórias interessantes e curtas). Método: o professor deverá contar uma história curta de forma expressiva, podendo, para isso, utilizar objetos para representar os personagens da história e sons instrumentais e ambientais para representar determinadas situações. O aluno deverá ouvir a história ocluindo com a mão uma das orelhas. Posteriormente inverte-se a orelha que será ocluída e, numa etapa final, a história é contada repetida sem que os alunos ocluam as orelhas. Cada aluno deverá reproduzir parte da história oralmente.

Estilos de Aprendizagem


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Foto: A  ligação entre os sentidos da visão e do olfato

Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.

Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

imagem: Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul (Thinkstock)


Estudo realizado pelo Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, trouxe uma nova visão sobre a complexa biologia dos sentidos no cérebro. Pela primeira vez, a pesquisa provou
que ativar a região do cérebro responsável pela visão pode melhorar o sentido do olfato. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience.
Estudo provou que a ativação de regiões do cérebro especializadas em um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Na ilustração, a área cerebral que processa a visão está destacada em azul.
“Sabe-se que há áreas do cérebro especializadas para os diferentes sentidos, como visão, olfato, tato e assim por diante”, conta Christopher Pack, coordenador da pesquisa. “Mas quando você experimenta o mundo em volta, você recebe uma imagem coerente baseada em informações de todos os sentidos. Queríamos descobrir como isso funciona no cérebro”, diz ele.
O cientista explica que o objetivo da pesquisa foi provar a ideia de que a ativação de regiões cerebrais principalmente dedicadas a um sentido pode influenciar o processamento de outros sentidos. Com isso, eles acabaram descobrindo que estimular eletricamente o córtex visual – parte do cérebro responsável por processar a visão – melhorou o desempenho dos participantes em uma tarefa em que tinham de exercitar o olfato.
No experimento, pessoas foram submetidas a testes de cheiro antes e depois de passarem por uma estimulação magnética transcraniana (EMT). Este método, desenvolvido para o diagnóstico de transtornos neurológicos, é não invasivo e estimula regiões do cérebro específicas, alterando as atividades cerebrais naquelas áreas.
Os resultados provaram pela primeira vez um cruzamento entre os sistemas de visão e de olfato no cérebro. Curiosamente, os pesquisadores não encontraram evidências de cruzamento semelhante entre os sistemas do olfato e da audição. Isso sugere que a visão possa desempenhar um papel especial em conjugar informação de diferentes sentidos.

Fonte: Science medicine

terça-feira, 11 de setembro de 2012

21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

"O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder de concentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente". 
neuróbica
Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

"Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista. 
Como funciona a neuróbica?
A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso,
é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.

neuróbica
O papel dos sentidos
O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

"Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?  
Corpinho de 40 e mente de 20!
A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

"Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer". 

21 dicas para você montar seu treino
O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

1-Use o relógio de pulso no braço direito;

2-Ande pela casa de trás para frente;

3-Vista-se de olhos fechados;

4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado; 
6-Veja as horas num espelho;

7-Troque o mouse do computador de lado;

8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef; 
neuróbica
13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão? 

Hábitos saudáveis
Outra atitude indispensável para manter a memória sempre afiada, é prestar atenção na qualidade de vida. O neurologista Ivan Okamoto sugere um estilo de vida mais tranquilo, com alimentação balanceada, sem vícios e com a prática regular de exercícios físicos para manter o corpo e a mente saudáveis.

"A melhor maneira de manter a memória em dia é cuidar da saúde, por isso é importante evitar cigarro e bebidas alcoólicas, seguir uma dieta equilibrada, praticar exercícios e exercitar o cérebro. Manter a atividade mental, seja trabalhando ou participando de alguma atividade em grupo, ajuda a elevar a autoestima e deixar a memória a todo vapor", explica o especialista. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fazer puzzles na infância desenvolve capacidades matemáticas

 
Crianças entre os 2 e os 4 anos que brincam com puzzles desenvolvem melhor as competências espaciais. Esta é a conclusão de um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Chicago (EUA).
Analisando vídeos de pais a interagir com os seus filhos durante as actividades quotidianas caseiras, os investigadores perceberam que as crianças, entre os 26 e os 46 meses, que brincaram com puzzles tinham melhores aptidões de visualização espacial quando chegaram aos 54 meses. O estudo está publicado na «Developmental Science» e é citado no portal Ciência Hoje.
A psicóloga Susan Levine, especialista em desenvolvimento matemático nas crianças e autora principal do estudo, afirma que estas “têm um desempenho melhor das que não brincaram com puzzles, em tarefas que põe à prova a sua habilidade de transformar formas”.
A capacidade mental de transformar formas é um importante para prever futuras carreiras nas ‘STEM’ (Science, Technology, Engineering and Mathematics), ou seja, nas áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática.
O estudo é o primeiro que analisa os puzzles num cenário não forçado. Nesta investigação de longa duração foram analisados 53 pares de pais de diferentes meios sócio-económicos. A estes foi pedido que interagissem com os seus filhos de forma natural em sessões de 90 minutos que aconteciam de quatro em quatro meses e que foram registadas em vídeo.
Os pais com rendimentos mais elevados promoviam este tipo de jogo com mais frequência. Tanto os meninos como as meninas que brincaram com puzzles desenvolveram mais as habilidades espaciais.
No entanto, aos meninos eram dados puzzles mais complicados e os pais tendiam a interagir mais com os eles quando estes brincavam, abordando até conceitos de espaço, do que com as raparigas. Aos 54 meses, os meninos tinham melhor desempenho em tarefas de ‘transformação mental’ do que as meninas.
A psicóloga considera ser necessário realizar estudos que completem estes dados. “É necessário perceber se os conceitos fornecidos pelos pais se reflectem efectivamente no desenvolvimento das capacidades. Também queríamos perceber a diferença no que concerne à dificuldade dos puzzles e à interacção dos pais em relação ao sexo da criança”.
Neste momento, os investigadores estão a conduzir um estudo em laboratório em que os pais têm de brincar com os mesmos puzzles com meninos e meninas. “Queremos perceber se os pais dão os mesmos ‘inputs’ a meninos e meninas quando os puzzles têm o mesmo grau de dificuldade”.
A diferença da interacção dos pais com as crianças em conformidade com o sexo pode estar relacionada com o estereótipo de que os rapazes têm mais aptidões de visualização espacial.
Artigo: Early Puzzle Play: A Predictor of Preschoolers' Spatial Transformation Skill
Vera Lisa Barroso