quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uma escola proposta pela ciência?

 
A Ciência diz que...
A-     Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado;
B-      Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo;
C-      A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos de aula;
D-     Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificulta a memorização;
E-      Emoção e cognição não caminham separadas.

...e propõe uma escola assim:
A – As aulas devem começar mais tarde, especialmente no Ensino Médio;
B – A escola precisa ter exercício físico, boa ventilação, boa alimentação e fazer exames de vista nos alunos.
C- Aulas mais curtas que os tradicionais 50 minutos, com pausas e exercícios diferentes, para ajudar a memorização;
D – Uma semana de provas faz mal ao aprendizado de longo prazo. É melhor espalhar avaliações ao longo do tempo;
E – A sala de aula precisa ser um ambiente agradável e o aprendizado, não hostil. Os professores devem propor desafios em vez de ameaças.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Embriogênese do sistema nervoso

 

         
           A formação de nosso cérebro tem início nos primeiros dias de vida do feto. Conforme SILVA (2012),

O crescimento e o desenvolvimento do sistema nervoso iniciam na fecundação e vão até a fase adulta. Por isso que as habilidades física e psíquica de uma pessoa variam, fisiologicamente, caso seja criança, adolescente ou adulto. Este crescimento e desenvolvimento são determinados pelo código genético da pessoa e pelas influências exercidas pelo ambiente.

           Nos primeiros dias ocorre o processo de neurulação, sendo que este, ocorre em duas etapas denominadas de neurulação primária e secundária. A neurulação primária é a formação do tubo neural da região lombar até a região craniana. No início da gestação (24 a 28 dias após a concepção), a placa neural se fecha, formando o tubo neural. A estrutura final abrange a coluna vertebral e o cérebro. O fechamento precoce incompleto resulta em espinha bífida, e o fechamento tardio, em anencefalia. A neurulação secundária é formação do tubo neural da região lombar e sacral e se completa por volta da sétima semana de gestação.

           Entre o 2º e o 3º mês gestacional ocorre o desenvolvimento prosencefálico: neste período há a indução para a formação de várias estruturas como a face, o encéfalo, a medula espinhal e o sistema nervoso periférico.  Conforme Trindade,
Por volta de cinco semanas de gestação duas protuberâncias – que futuramente serão a base de nossos hemisférios cerebrais – já podem ser identificadas. Desse ponto em diante, os futuros neurônios se dividirão inúmeras vezes. Essa separação é muito rápida, capaz de chegar ao número de 250 mil novos neurônios por minuto. Com isso, no final do primeiro mês gestacional, podemos visualizar – através de técnicas desenvolvidas para esse fim – o cérebro, embora primitivo, em formação. Nesse estágio, a capacidade de interpretar qualquer tipo de sensação ainda está longe de ocorrer. Afinal, estamos falando de um embrião com cerca de cinco semanas.(TRINDADE, 2007, p. 2)

Entretanto, qualquer comprometimento nesta fase pode ocasionar holoprosencefalia, ou seja, a pessoa não tem o telencéfalo divido em dois hemisférios cerebrais (podendo apresentar deformidades faciais, retardo do desenvolvimento, crises epilépticas e retardo mental).
 


Entre o 3º e 4º mês gestacional ocorre a proliferação neuronal onde os neurônios e células da glia originam-se de zonas germinativas ventricular e subventricular.  Trindade explica a formação das células glias do seguinte modo,

Da sétima até cerca de vinte semanas de gestação, os neurocientistas acreditam no desenvolvimento de aproximadamente 50.000 a 100.000 novas células por segundo. Desses milhares de células, grande parte se transformará em células glias ou gliais, termo esse originado do grego que significa “cola”. Esse nome foi atribuído a esse tipo de célula porque quando elas foram observadas pela primeira vez demonstravam estar ligadas aos neurônios. As células glias não são neurônios, mas constituem aproximadamente 90% de todas as células do Sistema Nervoso Central (SNC) de um adulto e exercem funções de apoio importantes.(TRINDADE, 2007,p.2)


Se ocorre comprometimento desta fase pode resultar em microcefalia ou macrocefalia, ou seja, respectivamente cabeça exageradamente pequena ou grande o que pode comprometer o adequado funcionamento do sistema nervoso. O número de células geradas no sistema nervoso fetal supera às requeridas na maturidade. Algumas destas células, na realidade, sobrevivem poucos dias ou semanas. Esta morte celular programada chama-se apoptose e foi descoberta por Hamburger e Levi-Montalcini, em 1949.



A partir do 4º mês até o 5º mês ocorre a migração neuronal que é caracterizada pela movimentação do neurônio de zonas germinativas para seu “locus” final dentro do sistema nervoso, originando, por exemplo, o córtex cerebral, os núcleos da base, o córtex cerebelar e os núcleos cerebelares. Nesta etapa os neurônios saem do local onde nasceram e vão para novos lugares onde ficarão para exercerem suas funções. Um neurônio que não consegue atingir o local onde deveria ficar, pode apresentar funcionamento inadequado, podendo isto ser uma das causas de  crise epiléptica no futuro.
A partir do 5º mês em diante ocorre a Organização onde há predominância do período perinatal. Os mais proeminentes acontecimentos nesta etapa são: a elaboração das ramificações dendríticas, o estabelecimento das redes sinápticas, a proliferação e diferenciação da glia e a estratificação dos neurônios corticais. Alterações nesta fase podem resultar em deficiência cognitiva, crises epilépticas etc.
E a partir do nascimento até a fase adulta ocorre a mielinização a qual resulta na elaboração de membrana de mielina em torno do axônio. Como há relação entre mielinização e o funcionamento neuronal, distúrbios nesta etapa podem ocasionar retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, retardo intelectual, crises epilépticas e outros déficits neurológicos, como perda de força e alterações no tônus muscular.

Fontes de Consulta:

Sistema Nervoso

           O sistema nervoso pode ser dividido em 2 grandes eixos: Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP).            
No SNC (estruturas contidas dentro de estojos ósseos como o crânio e o canal vertebral) está o encéfalo situado dentro do crânio e a medula espinhal dentro do canal vertebral. As meninges são membranas de tecido conjuntivo que envolvem o encéfalo e a medula espinhal. As três meninges são a dura-máter, a aracnoide e a pia-máter. Quando inflamadas caracterizam a meningite, que sempre provocam reações adversas no sistema nervoso central, podendo inclusive levar o indivíduo a morte. Entretanto, um número significativo de pessoas com meningite sobrevive sem sequela, desde que prontamente tratadas.

O encéfalo: Centro de controle do corpo, mais complexo estrutura do SNC. Preenche a parte superior da cabeça, e é protegido pelos ossos cranianos. Tem a cor cinza-rosado sendo enrugado como uma casca de noz. Possuí cerca de 10 bilhões de neurônios, com mais de 10 trilhões de conexões entre eles. Liga-se ao corpo pela medula espinhal, que se estende no interior da coluna vertebral. Função: controla todas as atividades do corpo, como percepção do mundo exterior, movimentos dos ossos, funcionamento do organismo, permite pensar, lembrar e ter sensações. O encéfalo é subdividido em cérebro, tronco encefálico (formados pelo mesencéfalo, ponte e bulbo) e cerebelo.



O cérebro tem duas divisões: o telencéfalo e o diencéfalo.
Telencéfalo: é a que ocupa o mairo espaço no cérebro humano, devido ao grande tamanho do córtex cerebral. A ele chegam todos os sinais que vem do corpo humano pelo tronco encefálico e diencéfalo. O córtex cerebral processa todos esses sinais ao mesmo tempo, além de seus próprios sinais agregando complexidade e flexibilidade ao comportamento.
O telencéfalo é composto pelo córtex cerebral, pela amígdala (a da garganta agora se chama tonsila) e pelo estriado. Estas últimas duas estruturas são internas (ou “subcorticais”), ocultas sob o córtex cerebral. Este, por sua vez, pode ser dividido didaticamente em 5 lobos: occipital, parietal, frontal, temporal e lobo da ínsula.
Diencéfalo: formado por vários núcleos. Os maiores são os que, em conjunto, formam o tálamo, passagem obrigatória para quase toda a informação que é encaminhada ao córtex cerebral. Abaixo dele fica o hipotálamo, estrutura vital que recebe o tempo todo informações sobre o estado funcional do corpo e regula todos os sistemas que são capazes de modificar o funcionamento do corpo, inclusive através do comportamento. Acima do tálamo fica a glândula pineal, ou epitálamo, que também ajuda a integrar o funcionamento de corpo e cérebro. Outras estruturas do diencéfalo são os globos pálidos, parte dos núcleos da base juntamente com o estriado telencefálico, e o núcleo subtalâmico.
O tronco encefálico divide-se em mesencéfalo, ponte e bulbo.
Mesencéfalo: Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente contendo a formação reticular que regula a consciência. Exemplo de estruturas de importância: pedúnculos cerebrais e corpos quadrigêmeos (anteriores= visão; posteriores= audição).
Ponte: Contém grande quantidade de neurônios que retransmite informações do córtex cerebral para o cerebelo garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora. Serve de elo entre as informações do córtex que vão para o cerebelo para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. Também vai estar no caminho dos impulsos direcionados a medula. Na ponte também ocorre a inversão da lateralidade das inervações motoras provenientes dos hemisférios direito e esquerdo.
Bulbo/Tronco cerebral: É a parte inferior do tronco encefálico, próximo da medula espinhal. Tem a forma de um tronco de come invertido, com mais ou menos 3 cm de comprimento. As fibras cruzam-se ali de tal modo que cada lado do encéfalo fica conectado com o lado oposto do corpo. Função: atua como centro de controle de várias funções vitais, entre elas, ritmar as batidas do coração, controlar a pressão do sangue e estabelecer a frequência e a intensidade da respiração. Também conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa.
Cerebelo: Ele responde sozinho por apenas 10% do volume encefálico, mas 80% de todos os neurônios que temos dentro do crânio. Tantos neurônios parecem estar relacionados à função do cerebelo: monitorar e ajustar, em tempo real, o funcionamento do córtex cerebral.

Lobos cerebrais

O córtex cerebral divide-se em 5 lobos, sendo que cada um tem sua função diferenciada e especializada. Os lobos cerebrais são designados pelos nomes dos nossos ossos cranianos nas suas proximidades e que os recobrem. O lobo frontal localiza-se na região da testa; o lobo occipital, na região da nuca; o lobo parietal, na parte superior da cabeça; o lobo temporal, nas regiões laterais da cabeça, por cima das orelhas e por fim, o lobo da ínsula (que também é conhecido como ilha de Reil), se localiza na profundidade dos lobos frontal, parietal e temporal.

Imagem: http://www.riversideonline.com/health_reference/Nervous-System/DS00266.cfm




Lobo da ínsula



1.Lobo Frontal:

Imagem: Saúde e Lar



Localiza-se acima do sulco lateral e à frente do sulco central. Ele é um lobo encarregado de motricidade, linguagem de expressão, psíquica (relacionada a funções psíquicas e também neurovegetativas). Psíquica= humor, caráter, iniciativa. Uma pessoa que vai ter uma atividade diferente em sua vida, o lobo frontal pode fazer com que a pessoa fique “ligada”, nervosa, ficando vermelha (aumento dos batimentos cardíacos). Lobo frontal nos dá atenção, atividade, caráter (no sentido de característica). Também está relacionado com transtorno de humor.

SILVA (2012) enfatiza que o Lobo Frontal tem como funções principais:
            èMotricidade: voluntária (dependente do sistema piramidal), automática  (relacionada ao sistema extrapiramidal ) e reflexa.
            èPsíquicas: relacionadas ao humor, caráter, iniciativa.
            è Linguagem motora, também conhecida como de expressão ou de Broca.
            èNeurovegetativas: relaciona-se com o controle da pressão arterial, peristaltismo, respiração e controle de esfíncter urinário.
            Processos patológicos que comprometem o lobo frontal podem ocasionar algumas das situações abaixo:
v Hemiplegia ocorre nos membros contrários ao do lobo envolvido. Por exemplo, se a lesão atingir o lobo frontal direito, os membros superior e inferior esquerdos são comprometidos, ficando total ou parcialmente sem força muscular;
v Alteração do humor;
v Dificuldade de atenção;
v Incontinência esfincteriana (por exemplo, não controla a urina;
v Apatia e abulia;     
v Afasia motora ou de Broca: a pessoa tem um comprometimento cortical da linguagem. Esta pessoa fica com um vocabulário bem reduzido.
 

Em 1848, Phineas Gage, de 25 anos, trabalhava na construção da linha do caminho-de-ferro transcontinental, na América. Era responsável por preparar a zona de assentamento das linhas, e, para isso, tinha que fazer explodir rochas, usando uma técnica vulgar na época: furava um buraco profundo na rocha, onde colocava uma certa quantidade de pólvora, por cima da qual colocava areia. Tudo era compactado com o auxílio de uma barra de ferro. Depois, pegava fogo ao rastilho e afastava-se, em segurança. Naquele dia, 13 de setembro, por alguma razão, o seu colaborador não cobriu a pólvora com a areia, e quando Phineas bateu com o ferro, para compactar, a pólvora explodiu, lançando o ferro, como um míssil, contra a cara de Phineas. O ferro atravessou a face do rapaz, de baixo para cima, e saiu pelo crânio, destruindo uma boa parte do seu lobo frontal cerebral. Embora ficasse vivo e recuperasse fisicamente, aquele trabalhador e pai de família correto, empenhado, atencioso, com uma moral irrepreensível e amado por todos, nunca mais foi o mesmo. Passou a revelar progressivamente sinais de violência, irritava-se facilmente, perdeu o interesse pelas coisas espirituais e a sua moral decaiu completamente. Tornou-se irresponsável e irreverente perante as normas sociais. De empregado modelo e louvado, passou a desempregado, porque não conseguia realizar de forma responsável as suas funções.

Imagem: Saúde e Lar
Deste, e de muitos outros casos, poderemos concluir que os danos provocados ou existentes no lobo frontal do nosso cérebro destroem completamente a nossa identidade, a nossa personalidade, o nosso ser interior. Veja o caso de uma enfermeira que teve o lobo frontal removido e devido a isso ocorreram mudanças em sua personalidade.

Imagem: Saúde e Lar
 Segundo a reportagem da revista Saúde&Lar, o lobo frontal controla a nossa capacidade de atenção e de avaliação, os nossos juízos de valor, o nosso comportamento. Ao usarem drogas, as pessoas sofrem danos no lobo frontal, perdem a noção dos limites, das conveniências e do valor do que as rodeia e acabam por se envolver em comportamentos irresponsáveis, de risco e antissociais. E isto é válido não só para as drogas ilícitas, mas também para alguns fármacos usados em situações do dia-a-dia. É o caso de certos medicamentos para a asma ou para a hipertensão arterial, tranquilizantes e soníferos, medicamentos contra úlceras, anti-inflamatórios, analgésicos e narcóticos, anti-histamínicos, descongestionantes, etc.. Estes medicamentos afetam o sistema nervoso central, e uma das partes mais afetadas é o lobo frontal. O uso destes medicamentos deprime as funções do lobo frontal e, desse modo, afeta o caráter, o comportamento, a personalidade de quem os ingere. Quanto ao álcool, à cafeína e à nicotina, o seu consumo é poderosamente destruidor para o sistema nervoso central, sobretudo para o lobo frontal.
Fontes de Consulta:

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dicas úteis: A MEMÓRIA AO LONGO DA VIDA


A sua memória é decisiva (e insubstituível) na sua vida, desde mesmo antes de nascer. Ela contém todas as aprendizagens que ajudam a desenvolver a sua mente e a permitir a si pensar, aprender, recordar, saber, orientar-se no tempo e no espaço, ser inteligente e muitas outras habilidades e faculdades.

Nascemos com uma memória biológica e vamos depois desenvolvendo outras, três das quais são cruciais: a memória de trabalho (que lhe permite fixar o que acontece e o que faz em cada momento, dando-lhe uma sensação de continuidade no tempo e no espaço); a memória episódica (que regista eventos da sua vida e fazem a sua memória autobiográfica ou existencial) e, finalmente, a memória semântica que guarda os seus conhecimentos académicos, profissionais e outros que ajudam a valorizá-lo.

Da importância da memória ninguém tem dúvidas. Mas se dúvidas houvesse bastaria citar os muitos exemplos de casos em que, por razões diversas, alguém perde parte da sua memória. Um caso extremo é o da doença da Alzheimer, que aparece depois da meia-idade (50/60 anos de idade), em que a degradação da memória vai até ao ponto em que se perde o conhecimento dos familiares, mesmo os mais próximos, e, depois, o conhecimento de si mesmo.

Com o envelhecimento do cérebro, a memória tende a perder-se. Quer na aquisição de novas memórias, quer na recordação das já "guardadas". A memória episódica (recordação de eventos da vida passada) declina com a idade, verificando-se também uma perda de vitalidade da memória de trabalho (aquela que usamos a todo o momento para realizarmos as nossas tarefas diárias).

Dado que o hipocampo (uma área do cérebro que participa na formação e preservação das memórias de longo prazo) é muito sensível ao envelhecimento, são aquelas memórias as primeiras a serem afectadas. Já a memória semântica (a dos conhecimentos apreendidos ao longo da vida) resiste melhor tal como a memória processual (relacionada com aprendizagens automatizadas pela experiência como "andar de bicicleta").

COMO PODEMOS PRESERVAR A MEMÓRIA?
Não se conhecem milagres nesta matéria mas devemos reconhecer que há uma variedade de intervenções que ajudam a manter a memória afastada dos assaltos do envelhecimento. Um estilo de vida saudável e ativo é o primeiro grande conselho. O cérebro é um órgão que também sofre os muitos danos que uma vida atribulada e/ou desequilibrada pode causar no corpo. O stress desgasta-o. O sono não dormido lentifica-o. A má alimentação retira-lhe nutrientes vitais. O álcool, o tabaco e as drogas envelhecem-no prematuramente.

Por outro lado, por que é que as pessoas com mais educação (ou mais cultas) têm melhor memória? Pois é. A resposta serve de dica: usar o cérebro ativamente, exercitando-o com leituras, informar-se, estar a par do que acontece no mundo, aprender coisas novas, dedicar-se a resolver enigmas (há muitos jogos à venda) são dicas fantásticas. Pode também fazer exercícios mentais (desde que não sejam sempre os mesmos) que "musculam" a memória.

Finalmente, exercite a concentração. Evite o pensamento acelerado. Uma boa capacidade de atenção favorece a memorização. Muitas pessoas que se queixam de ter dificuldade em memorizar assuntos novos simplesmente andam cansadas e distraídas.

Muitas memórias ficam guardadas no inconsciente. Deriva de um fenómeno descrito por Cury (1998) como RAM (registo automático da memória). Elas ficam no chamado "cérebro oculto" e influenciam muitas das nossas decisões. Assim, sugiro que faça uma boa administração da sua memória. Será suficiente para ter uma boa memória por muitos e muitos anos!

Mais dicas, peça a:
neurobica.porto@institutodaonteligencia.net ou
neurobica.porto@gmail.com

terça-feira, 31 de julho de 2012

A mochila pesada


No primeiro dia de aula, João ganhou uma mochila nova e, todo contente, foi com ela para a escola, também nova. Com o passar do tempo, a mochila foi ficando pesada, muito pesada, a ponto de João curvar-se. Na 1a série, era pesada, porque tinha muitos lápis de cor.
Na 2a, tinha muitos lápis e cadernos. Na 3a série, tinha muitos lápis, cadernos e livros. Na quarta, tinha tudo isso e algo mais. João arrastava-se para carregar a mochila pesada. João viu um filme em que os garotos carregavam os materiais das meninas.
E pediu para a coleguinha Mariana se podia carregar a dela. E, surpresa! A mochila de Mariana era leve, muito leve. Durante muito tempo, João pensou na diferença. Não descobrindo, perguntou à amiga o que ela carregava na mochila. A resposta: apenas as coisas da escola, e nada mais. João enamorou-se por Mariana, e sem perceber a mochila ficou menos pesada. João sorriu. João brincou.

As férias chegaram e a mochila pesada ficou esquecida num canto do quarto. As aulas começaram. Surpresa! A mochila estava leve, muito leve. João entendeu que, além dos materiais, carregava em sua mochila todos os seus problemas. A mochila de João agora é muito leve. E ele leva todo o material”. História de autor desconhecido.

Para aprender e ensinar além dos conteúdos de conhecimentos, realizamos dois trabalhos simultâneos: a construção do conhecimento e a construção de si mesmo, como sujeito criativo e pensante, autor de sua história.

Todos nós temos nosso estilo próprio de aprendizagem e nosso tempo para aprender.
As dificuldades de aprendizagem podem ser causadas por problemas de toda ordem: neurológicos, físicos, afetivo, emocionais, pedagógicos etc. Na maioria das vezes, suas causas estão relacionadas a um conjunto de fatores que incluem todos esses problemas.

A função do psicopedagogo é perceber o significado desse distúrbio para a criança em questão. O processo de aprender exige uma integração entre a cognição, a afetividade e a ação. Para tanto, desenvolve-se um projeto de trabalho com a função de fortalecer a potência do aprendiz e auxiliar no rompimento do ciclo de inibição da aprendizagem.

Deve-se oferecer oportunidades de experimentar o progresso e, com isso, ir modificando sua imagem de aprendiz, lançando-se a novas experiências até chegar a enfrentar situações nas quais anteriormente se sentia incapaz, aumentando sua auto-estima, acreditando e confiando na sua capacidade, oti-mizando seu vínculo afetivo com o processo ensino-aprendizagem, tornando-o prazeroso, interessante e apaixonante. Tal como dizia o Pequeno Príncipe, “o essencial é invisível aos olhos”.

Exercícios para treinar Motricidade Fina

Rasgar papel livremente: em pedaços grandes, em tiras, em pedaços pequenos. Inicialmente use papel menos espesso e vá aumentando o nível de resistência;
Recortar com tesoura: treinar a forma de segurar a tesoura , cortar o ar, sem papel. Recortar vários tipos de papel com a tesoura: tiras de papel largas e compridas, formas geométricas e figuras simples desenhadas em papel dobrado;
Colar recortes em folha de papel livremente, recortes em folha de papel apenas numa área determinada, recortes sobre uma linha vertical, recortes sobre uma linha horizontal, recortes sobre uma linha diagonal.
Modelar com plasticina e barro em formas circulares, esféricas, achatadas nos topos, ovais, cónicas , cilíndricas, quadrangulares), etc.
Perfurar numa placa de esferovite (e/ou folha de cartolina) com agulha de croché ou caneta de ponta fina sem carga. Recortar pelo contorno figuras desenhadas em cartolina.